• Sexta-feira, 1 de maio de 2026

Congresso recebe debate sobre papel dos homens no enfrentamento à violência de gênero

Discussão será na Câmara dos Deputados com prevenção da violência de gênero, paternidade e políticas de cuidado como caminhos para reduzir desigualdade como temas centrais

Parlamentares, especialistas e representantes de ministérios discutirão na próxima semana, no Congresso Nacional, em Brasília-DF, a prevenção da violência de gênero e o enfrentamento ao feminicídio. Os temas serão tratados no Seminário Internacional Promundo: Ressignificando Masculinidades e Parternidades, na Câmara dos Deputados, na segunda (4) e terça-feira (5).

O evento será transmitido ao vivo pela internet e propõe um fórum de reeducação crítica dos homens — visto como elemento essencial para o fim da violência de gênero e na promoção de equidade no Sul Global.

Somente em Minas Gerais quase 50 mil casos de violência de gênero foram registrados em atendimentos no sistema de saúde do estado em 2025. Os dados coletados pela Itatiaia são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A Câmara dos Deputados será ocupada por mais de 300 especialistas, gestores e parlamentares do Brasil, Peru, México e outros países da América do Sul. Durante o seminário também será lançado o Relatório de Paternidade 2026, que faz um levantamento da questão em todos os estados brasileiros.

Os debates subsidiarão agendas prioritárias junto aos Ministérios das Mulheres, dos Direitos Humanos e da Cidadania, e da Saúde.

Veja a programação: 

4 de maio - O Alicerce da Mudança 

5 de maio - A Prática e a Incidência Política

A violência de gênero é qualquer agressão física, sexual, psicológica, patrimonial ou moral baseada no sexo, identidade de gênero ou orientação sexual. No Brasil, a Lei Maria da Penha é o principal mecanismo de proteção.

Em 2025, a violência de gênero no país atinigu recordes históricos, registrando cerca de 1.470 casos de feminicídio em 2025 — o maior número desde a tipificação do crime, em 2015, superando os registros de 2024. O número indica uma média de quatro mulheres mortas por dia.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

Por: ITATIAIA

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