A compra de 18.300 mochilas escolares para o Sistema de Ensino Municipal de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas, causou um debate entre a Câmara Municipal e a prefeitura da cidade. Em reunião do Legislativo na Segunda-feira (13), a vereadora Naide Santos (Avante) criticou o Executivo pelo custo de cerca de R$ 100 para cada um dos materiais adquiridos para os alunos e questionou o custo-benefício da transação realizada pelo município.
Na sessão da Câmara de Nova Serrana, a vereadora apresentou uma mochila comprada na cidade por R$ 60 e questionou a qualidade dos materiais adquiridos pela prefeitura. Segundo Naide Santos, mesmo custando quase R$ 40 a mais por unidade, os materiais da prefeitura são de qualidade inferior.
“Nós questionamos porque a qualidade das mochilas é muito inferior ao que a gente encontra no meio mercado com um valor menor. Então, questionamos o Executivo sobre isso e a resposta que tivemos é que foi participação de licitação. Nós questionamos também se, mesmo quando o Executivo participa de um pregão, se eles não questionam a qualidade do material que vai ser adquirido. Porque nem nos surpreende tanto o valor, mas a má qualidade do material. O material é de péssima qualidade”, disse a vereadora à Itatiaia.
A reportagem entrou em contato com o prefeito de Nova Serrana, Fábio Avelar (PRD), que disse que a compra das mochilas, bem como de uniformes escolares, foi feita de forma regular por meio de licitação e registro de preços. Ele destacou ainda que responderá naturalmente a acionamentos do Ministério Público (MPMG).
“Há décadas os alunos de Nova Serrana não recebiam esses materiais. A gente veio com o compromisso de fazer isso e começamos entregar esse material. Para essa compra, nós aderimos a uma ata para registro de preço, foi feita uma licitação e a empresa com menor preço foi a vitoriosa. Através desta ata a gente comprou esse kit de uniforme e a mochila e também mais cinco componentes com calça, camisa, blusa, short-saia, short para para os meninos. Cabe a quem achar que tem alguma irregularidade, porque não tem, que procure o Ministério Público. Nós compramos dentro da lei, como todas as outras prefeituras”, afirmou Avelar.
À reportagem, Naíde Santos complementou dizendo que formalizará a crítica feita na Câmara Municipal de Nova Serrana por meio de uma denúncia no MPMG. Segundo a vereadora, o documento será protocolado nesta quarta-feira (15).





