O Rio Grande do Sul permanece livre do caruru-gigante (Amaranthus palmeri), uma das plantas daninhas mais temidas e agressivas do mundo. O anúncio foi feito após análises de um laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) descartarem a presença da praga em oito amostras coletadas em diferentes regiões do estado.
Embora o resultado traga alívio para o setor produtivo, o diagnóstico acendeu um novo sinal de alerta: todas as amostras testaram positivo para o Amaranthus hybridus. Esta espécie, embora já conhecida pelos produtores gaúchos, preocupa especialistas pelo seu elevado potencial de resistência a herbicidas e rápida disseminação.
A varredura foi coordenada pelo Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura (Seapi). Durante o mês de abril, equipes técnicas realizaram uma força-tarefa que percorreu 182 propriedades rurais em 55 municípios. As amostras que geraram o laudo final vieram de cidades como Santo Ângelo, Lagoa Vermelha e Santa Clara do Sul.
"O resultado negativo para a espécie mais agressiva é uma notícia importante para a agricultura gaúcha", destacou Deise Feltes Riffel, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi. No entanto, ela reforça que a alta incidência do caruru comum e seu porte elevado exigem medidas preventivas imediatas.
A preocupação das autoridades fitossanitárias não é por acaso. O caruru-gigante é classificado como praga quarentenária e sua entrada no território gaúcho poderia causar prejuízos devastadores:
A vigilância foi intensificada após a identificação recente da planta no Oeste de Santa Catarina. Caso a praga atravesse a divisa, os custos de produção disparariam devido à dificuldade de controle e colheita.
Para manter o status de área livre e controlar as espécies já presentes, a Seapi orienta o fortalecimento do Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIP). As principais diretrizes incluem:
A Secretaria da Agricultura solicita que qualquer caso suspeito de caruru com crescimento fora do comum seja reportado imediatamente para o e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br. É fundamental enviar fotos e as coordenadas geográficas da área para agilizar a fiscalização.
"Seguiremos com os monitoramentos para garantir a detecção precoce", disse o fiscal agropecuário Kleiton Saggin. Por ora, o Rio Grande do Sul mantém sua barreira sanitária preservada, garantindo maior segurança econômica para a safra atual.





