Carne ganha destaque na nova pirâmide alimentar dos Estados Unidos
Nova diretriz nutricional reforça o alerta sobre os riscos dos ultraprocessados, associados ao aumento de doenças crônicas, prejuízos cognitivos e piora da qualidade de vida.
Nova diretriz nutricional reforça o alerta sobre os riscos dos ultraprocessados, associados ao aumento de doenças crônicas, prejuízos cognitivos e piora da qualidade de vida. A alimentação dos norte-americanos passa por uma revisão relevante. A nova pirâmide alimentar dos Estados Unidos reposiciona as proteínas de origem animal — com destaque para a carne — como componentes centrais de uma dieta equilibrada, ao mesmo tempo em que faz um alerta contundente sobre os riscos do consumo excessivo de alimentos ultraprocessados. A atualização, lançada no último dia 07 de janeiro, reflete uma mudança de enfoque das autoridades de saúde: menos produtos industrializados e mais alimentos naturais, nutritivos e de origem conhecida. A revisão está sendo considerada a mais significativa da política nutricional federal em décadas, liderada pelo secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. e pela secretária de Agricultura Brooke Rollins.
As diretrizes reforçam a mensagem clara de “comer comida de verdade”, incentivando a população a priorizar alimentos integrais, densos em nutrientes — como proteínas de alta qualidade, laticínios, frutas, vegetais, gorduras saudáveis e grãos integrais — e a reduzir drasticamente o consumo de ultraprocessados, açúcares adicionados e carboidratos refinados. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});O comunicado também enfatizou a necessidade de reduzir a presença de ultraprocessados no dia a dia da população, apontando a associação desses produtos com o aumento de doenças crônicas como obesidade, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares. Em contrapartida, a nova diretriz incentiva o consumo de alimentos minimamente processados, como carnes, ovos, leite, grãos e vegetais, reconhecendo seu papel estratégico na promoção da saúde e da qualidade de vida. Pirâmide alimentar No centro dessa revisão está o reconhecimento da importância da proteína na alimentação humana. A carne, em especial, é destacada por sua densidade nutricional, fornecendo aminoácidos essenciais, ferro de alta biodisponibilidade, zinco, vitaminas do complexo B — especialmente a B12 — e outros micronutrientes fundamentais para o desenvolvimento muscular, a manutenção do sistema imunológico e o bom funcionamento do organismo. Ao reposicionar a proteína como pilar da dieta, a nova pirâmide busca alinhar recomendações nutricionais com evidências científicas mais recentes. No centro dessa revisão está o reconhecimento da importância da proteína na alimentação humana. A carne, em especial, é destacada por sua densidade nutricional, fornecendo aminoácidos essenciais, ferro de alta biodisponibilidade, zinco, vitaminas do complexo B — especialmente a B12 — e outros micronutrientes fundamentais para o desenvolvimento muscular, a manutenção do sistema imunológico e o bom funcionamento do organismo. Ao reposicionar a proteína como pilar da dieta, a nova pirâmide busca alinhar recomendações nutricionais com evidências científicas mais recentes. Foto: Divulgação Outro ponto relevante é a valorização da origem dos alimentos. A diretriz americana enfatiza que uma alimentação saudável começa no campo, com práticas produtivas responsáveis, e se completa na mesa do consumidor com qualidade, segurança e rastreabilidade. Ao reconhecer a cadeia produtiva como parte integrante da saúde pública, o documento aproxima o debate nutricional da sustentabilidade, do bem-estar animal e da transparência na produção de alimentos. Essa mudança também tem implicações econômicas e sociais. Valorizar alimentos de verdade significa reconhecer o papel de produtores rurais, pecuaristas e agricultores que investem em tecnologia, boas práticas e segurança alimentar. Em um cenário global marcado por desafios sanitários e ambientais, a produção responsável de proteínas animais passa a ser vista não como antagonista, mas como aliada de uma dieta equilibrada e acessível. Ao dar novo protagonismo à carne e a outros alimentos naturais, a nova pirâmide alimentar dos Estados Unidos sinaliza uma inflexão importante nas políticas nutricionais. Mais do que uma simples reorganização gráfica, a diretriz reforça uma mensagem clara: investir em alimentos nutritivos, com origem conhecida e produzidos de forma responsável é investir em saúde, bem-estar e no futuro das pessoas.
Foto: DivulgaçãoMalefícios dos ultraprocessados O impacto negativo dos alimentos ultraprocessados vai muito além de simples questões nutricionais; estudos científicos indicam que eles estão diretamente associados ao surgimento e à progressão de doenças crônicas graves. Uma ampla revisão científica envolvendo cerca de 10 milhões de pessoas concluiu que o consumo regular desse tipo de alimento está ligado a pelo menos 32 doenças distintas, incluindo diabetes tipo 2, câncer, doenças cardíacas, transtornos mentais e até aumento da mortalidade precoce. Os pesquisadores destacam que a razão não está apenas nos nutrientes pobres desses produtos, mas também na presença de aditivos químicos e substâncias industrializadas que não se assemelham a alimentos de verdade.
Além dos efeitos físicos, há evidências crescentes de que dietas ricas em ultraprocessados comprometem a saúde cognitiva ao longo do tempo. Pesquisas longitudinais mostram que pessoas cuja dieta diária inclui uma grande proporção desses produtos apresentam declínio cognitivo mais rápido — com taxas de redução na função executiva e global até 28% maiores em comparação com dietas com menor proporção de ultraprocessados. Essa deficiência no desempenho mental pode refletir uma forma de “emburrecimento”, com prejuízo em capacidades como tomada de decisões, memória e raciocínio lógico, fatores essenciais para a qualidade de vida e a autonomia à medida que se envelhece.
Os ultraprocessados também se destacam por sua baixa densidade nutricional e alto teor de substâncias prejudiciais, como excesso de sódio, açúcar, gorduras saturadas e aditivos artificiais. Esses componentes contribuem para desequilíbrios metabólicos e inflamação crônica no organismo, fatores que estão associados não apenas às doenças mencionadas, mas também à disfunção do microbioma intestinal e ao agravamento de condições como obesidade e resistência à insulina. A combinação desses efeitos potencia a carga de doenças não transmissíveis e reforça a necessidade de diretrizes alimentares que priorizem alimentos naturais e minimamente processados, conforme destacado pelo secretário de Saúde americano. Especialistas em nutrição e saúde pública são unânimes ao afirmar que uma alimentação saudável e com menor risco à saúde deve ser baseada, sempre que possível, em alimentos naturais ou minimamente processados. Esses alimentos preservam seus nutrientes essenciais, têm composição conhecida e não carregam excessos de aditivos químicos, açúcares, gorduras e sódio, comuns nos produtos industrializados. Priorizar carnes, ovos, leite, grãos, frutas e vegetais é uma escolha que contribui para a prevenção de doenças, melhora a qualidade de vida e reforça uma relação mais segura e consciente entre o alimento e a saúde.
Por: Redação
Artigos Relacionados:
Saiba o que é conhecido e quem já foi alvo da PF no caso Master
há 59 minutos
STF julga mandantes do assassinato de Marielle nesta 3ª feira
há 1 hora
Gilmar Mendes suspende "penduricalhos" do Judiciário e do MP
há 2 horas
Acesso judicial à polilaminina não inclui acompanhamento clínico
há 3 horas
Perda de patente da polilaminina não prejudicou Brasil, diz cientista
há 3 horas
"Estamos no caminho certo", diz Tatiana Sampaio sobre a polilaminina
há 6 horas
Starlink dispara em 2025 e conecta milhões — transformando o agro, a saúde e a educação no mundo
há 10 horas
Secex: exportação de carne bovina em 13 dias úteis de fevereiro supera fev/2025
há 12 horas
Costa Filho diz que será apresentado para Lula cronograma sobre Tecon Santos 10
há 12 horas
Balança comercial tem superávit de US$ 2,070 bilhões na 3ª semana de fevereiro
há 12 horas
Nos EUA, venda de suínos beira recorde; ausência da China pesa sobre carne bovina
há 12 horas
Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas começa nesta terça-feira
há 12 horas
Moraes manda PM explicar visitas a Torres fora do horário
há 12 horas
Volume de soja inspecionado para exportação nos EUA recua 44,9%
há 12 horas
Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e reacende expectativa de recuperação das exportações brasileiras de máquinas
há 13 horas
Mapa amplia agenda estratégica na Ásia com acordos de cooperação firmados na Coreia do Sul
há 14 horas
Entenda por que a invasão de um terminal da Cargill no Pará colocou o setor do agro em alerta máximo
há 14 horas
Com novo líder na PBR, disputa pelo título de melhor peão do mundo fica ainda mais acirrada
há 14 horas
ALERTA MÁXIMO: chuva pode ultrapassar 350 mm no Brasil com ventos de até 100 km/h
há 14 horas
Incêndios devastam 114 mil hectares nos EUA e deixam pecuaristas sem pasto
há 14 horas
Dr. Peyo: o cavalo que trocou as arenas para confortar pacientes terminais
há 14 horas
Conheça os peixes que dominam as vendas na Quaresma e como escolher o melhor
há 14 horas
Mapa cria canal exclusivo para notificação de suspeitas de novas pragas
há 14 horas
Escoamento de soja pelo Pará enfrenta gargalo com fila de 7 km no Porto de Miritituba
há 14 horas
Manejo nutricional no Matopiba: a estratégia para blindar a produtividade contra o estresse térmico
há 15 horas
Safras & Mercado vê queda de 11,5% na produção de algodão no Brasil
há 15 horas
Exportadores dos EUA reportam vendas de 125 mil t de milho à Colômbia
há 15 horas
Empregos formais na saúde subiram 20,5% em 5 anos
há 15 horas
Criadores são alertados sobre falsificação na identificação da raça Pêga
há 16 horas
Cotribá interrompe processo de Recuperação Judicial; saiba o que muda agora
há 16 horas
Atto Sementes vence pela segunda vez consecutiva o Mereo Awards na categoria Performance
há 17 horas
Fundos elevam aposta na alta da soja na CBOT na semana até 17 de fevereiro