• Sábado, 30 de agosto de 2025

Cantor Neil Young lança música de protesto contra Trump

Canção "Big Crime", de Neil Young, critica o envio da Guarda Nacional a Washington e acusa a Casa Branca de abrigar o “grande crime”.

O cantor canadense Neil Young, 79 anos, lançou na 5ª feira (28.ago.2025) a música Big Crime, com um tom claro de crítica ao governo de Donald Trump (Partido Republicano). A letra, de um artista que construiu carreira principalmente nos EUA, é uma reação ao envio de 500 agentes da Guarda Nacional às ruas de Washington, D.C., para combater a criminalidade na capital norte-americana.

A ação faz parte da agenda de segurança pública de Trump, que já havia implementado medidas voltadas à imigração na fronteira. Apesar de estatísticas oficiais indicarem queda nos índices de criminalidade, o republicano contestou os números em várias ocasiões e chegou a comparar a cidade com outras capitais mundiais, como Brasília, Bagdá e Bogotá.

A medida também atinge diretamente pessoas em situação de rua em Washington. Trump determinou que esses indivíduos saiam “IMEDIATAMENTE” da capital. “Vamos dar a vocês lugares para ficar, mas LONGE da capital. Os criminosos, vocês não precisam sair. Vamos colocar vocês na cadeia, onde pertencem”, afirmou.

Na canção, Young chama as regras de “fascistas”, rejeita a presença de soldados nas ruas e afirma que “o crime está na Casa Branca”. Ele também criticou o slogan de Trump, Make America Great Again (Tornar a América grande de novo), pedindo o fim dessa ideia.

Young já havia criticado Trump em outras ocasiões e chegou a dizer que teme ser barrado nos EUA. Trump, por sua vez, declarou ser fã do músico e chegou a usar a canção “Rockin’ in the Free World” em comícios. O cantor processou a campanha de 2020 do republicano por violação de direitos autorais, mas retirou a ação depois da derrota de Joe Biden (Partido Democrata).

A música teve estreia ao vivo antes de chegar às plataformas de streaming. Em Chicago, Neil Young apresentou uma versão mais curta.

Assista (3min6s):

A Casa Branca reagiu. A porta-voz Abigail Jackson classificou a faixa como “cringe” —termo usado para algo constrangedor— e disse que a criminalidade em Washington caiu.

“Neil não deveria manchar seu legado com músicas cringe; deveria, sim, dedicar algum tempo a conversar com os moradores de Washington, D.C., que não foram vítimas de crimes violentos graças ao presidente Trump. Assim, ele poderá decidir se realmente quer criticar ações que já reduziram os crimes violentos em 44%”, afirmou.

Neil Young, nascido no Canadá, iniciou a carreira nos anos 1960 com o grupo Buffalo Springfield e depois integrou o Crosby, Stills, Nash & Young. Em trajetória solo, lançou discos de destaque como After the Gold Rush (1970) e Harvest (1972). Reconhecido pela versatilidade entre o folk e o rock de guitarras pesadas, construiu uma obra marcada também por críticas sociais e políticas.

Eis a letra traduzida de Big Crime:

Sem mais “grande de novo”
Não – sem mais “grande de novo”
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca

Não precisamos de regras fascistas
Não queremos escolas fascistas
Não queremos soldados nas nossas ruas
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca

É preciso tirar os fascistas
É preciso limpar a Casa Branca
Não queremos soldados nas nossas ruas
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca

Sem mais “grande de novo”
Não – sem mais “grande de novo”
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca

Chega de dinheiro para os fascistas
os fascistas bilionários
É hora de apagar o sistema
Sem mais “grande de novo”
Não – sem mais “grande de novo”
É hora de apagar o sistema
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca

Sem mais “grande de novo”
Não – sem mais “grande de novo”
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca
Há um grande crime em D.C., na Casa Branca
Sem mais “grande de novo”
Não – sem mais “grande de novo”

Por: Poder360

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