Dólar oscila
O dólar comercial apresentou volatilidade moderada e encerrou o pregão praticamente estável diante da alternância de notícias sobre a guerra no Oriente Médio e as negociações diplomáticas envolvendo EUA e Irã. A moeda estadunidense fechou com leve alta de 0,05%, cotada a R$ 4,923. No acumulado de 2026, porém, registra queda de 10,31% em relação ao real. Durante a manhã, o mercado reagiu positivamente à possibilidade de um acordo temporário para interromper os combates entre iranianos e estadunidenses. Nesse cenário, o dólar perdeu força frente a diversas moedas emergentes. No Brasil, a divisa chegou à mínima de R$ 4,89 pouco antes das 10h, mas voltou a oscilar perto da estabilidade ao longo do dia. À tarde, novas informações envolvendo o Estreito de Ormuz aumentaram a cautela dos investidores. Reportagem do The Wall Street Journal indicou que o governo norte-americano pretende retomar operações de escolta a navios comerciais na região. O movimento elevou dúvidas sobre a possibilidade de um acordo definitivo entre Washington e Teerã, levando o dólar a R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de a cotação desacelerar novamente. Investidores também acompanharam a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos e o encontro com Donald Trump. Segundo Trump, a reunião foi “muito boa” e incluiu discussões sobre comércio e tarifas.Petróleo recua
Os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda após um pregão marcado por forte volatilidade. O barril do tipo Brent, usado como referência pela Petrobras, recuou 1,19%, para US$ 100,06. O petróleo tipo WTI, do Texas, usado nas negociações nos Estados Unidos, caiu 0,28%, encerrando a US$ 94,81. Os preços chegaram a cair menos após a reportagem do Wall Street Journal. Mais tarde, a emissora de televisão Al Jazeera, citando fontes militares estadunidenses, informou que a notícia da retomada das escoltas estava incorreta. O governo iraniano afirmou que ainda avalia as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerrar o conflito. Paralelamente, Teerã intensificou o controle sobre embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz, principal rota marítima para exportação global de petróleo. Relacionadas
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