BNDES libera R$ 1 bilhão para usina gigante de etanol de milho da RRP Energia em Mato Grosso
Com capacidade para processar mais de 1 milhão de toneladas de milho por ano, projeto de usina gigante de etanol de milho da RRP Energia, do Grupo Piccini reforça industrialização no campo, gera empregos e amplia produção de energia limpa
Com capacidade para processar mais de 1 milhão de toneladas de milho por ano, projeto de usina gigante de etanol de milho da RRP Energia, do Grupo Piccini reforça industrialização no campo, gera empregos e amplia produção de energia limpa O avanço da industrialização do agronegócio brasileiro ganhou um novo capítulo relevante com a aprovação de um financiamento de R$ 1 bilhão pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a implantação de uma usina de etanol de milho em Mato Grosso. O projeto, que será desenvolvido pela RRP Energia, empresa do Grupo Piccini, reforça o protagonismo do estado na produção de biocombustíveis e evidencia a crescente valorização do milho dentro da cadeia energética nacional. A iniciativa, localizada no município de Tapurah, no Médio-Norte mato-grossense, foi estruturada com recursos do Fundo Clima e da linha BNDES Finem, representando 62,2% do total investido no empreendimento, estimado em cerca de R$ 1,6 bilhão . O restante será complementado com capital próprio e outras fontes, consolidando um dos maiores investimentos recentes no setor. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Produção em larga escala e diversificação do milho A nova usina nasce com números robustos e posiciona Mato Grosso ainda mais como referência nacional no etanol de milho. A planta terá capacidade para produzir até 459 milhões de litros de etanol hidratado ou 452 milhões de litros de etanol anidro por ano, além de subprodutos estratégicos para a cadeia pecuária e energética . window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Entre os destaques da produção estão: Processamento superior a 1 milhão de toneladas de milho por ano Produção de até 358 mil toneladas de DDGS (farelo proteico para ração animal) Geração de WDGS (subproduto úmido para nutrição animal) Produção de aproximadamente 22 mil toneladas de óleo de milho Esse modelo industrial fortalece o conceito de economia circular no agro, transformando grãos em energia e insumos para a pecuária, especialmente em regiões com forte presença de confinamentos, suinocultura e avicultura. Energia própria e eficiência operacional Outro ponto estratégico do projeto é a autonomia energética. A usina contará com uma central termelétrica integrada, com capacidade de geração de até 27 MW, suficiente para atender com folga o consumo da planta, estimado em cerca de 16,9 MW em operação plena . Essa estrutura garante maior eficiência operacional, reduz custos e fortalece o caráter sustentável da produção, alinhando o empreendimento às políticas de transição energética e descarbonização. Usina de etanol de milho: Geração de empregos e impacto regional Além do impacto industrial, o projeto da gigante do etanol de milho também se destaca pelo potencial de geração de empregos e desenvolvimento regional. Durante a fase de implantação, estão previstos:
1.105 empregos, sendo 1.005 diretos e 100 indiretos Após a conclusão das obras, a operação da usina deverá manter: 305 empregos permanentes, entre diretos e indiretos A localização estratégica, às margens da MT-010 e próxima à BR-163 — principal corredor logístico do estado — favorece o escoamento da produção e o acesso a matérias-primas, além de integrar a indústria com importantes polos produtivos do agronegócio.
Entrada do Grupo Piccini nos biocombustíveis Tradicional no agronegócio, o Grupo Piccini, com mais de quatro décadas de atuação, amplia sua presença ao ingressar no setor de biocombustíveis com a RRP Energia. A empresa já atua em áreas como produção agrícola, máquinas, logística e distribuição de combustíveis, e agora aposta na industrialização do milho como vetor de crescimento. O movimento é visto como estratégico dentro do agro brasileiro, agregando valor à produção primária e criando novas fontes de receita para a cadeia produtiva.
Etanol de milho ganha força no Brasil O investimento do BNDES reforça uma tendência crescente: o avanço do etanol de milho como alternativa complementar ao etanol de cana-de-açúcar. O modelo tem ganhado força especialmente no Centro-Oeste, onde há grande disponibilidade de milho safrinha. Além de diversificar a matriz energética, o etanol de milho contribui para: Redução de emissões de gases de efeito estufa Valorização da produção agrícola local Geração de renda e empregos no interior Integração entre agricultura e pecuária Segundo projeções do próprio projeto, a iniciativa também está alinhada às metas de descarbonização, podendo evitar a emissão de centenas de milhares de toneladas de CO₂ equivalente por ano . Um novo ciclo de valor para o milho Com esse investimento bilionário, Mato Grosso reforça sua posição como epicentro da transformação do milho em energia, proteína e renda. Mais do que uma usina, o projeto simboliza um novo momento do agro brasileiro: menos dependente da exportação de commodities in natura e mais focado na agregação de valor dentro da porteira.
O avanço do etanol de milho mostra que o Brasil não apenas produz em escala, mas também industrializa, diversifica e lidera a transição para uma economia mais sustentável, com o agro no centro dessa transformação.
Por: Redação





