• Quarta-feira, 1 de abril de 2026

Falta de fertilizantes motiva produtores de cana a marcar protesto em Pernambuco

Sem aprovação do orçamento estadual, insumos prometidos não chegam ao campo e setor teme impacto direto na produção, renda e empregos na Zona da Mata; falta de fertilizantes leva produtores de cana às ruas e ameaça safra em Pernambuco

Sem aprovação do orçamento estadual, insumos prometidos não chegam ao campo e setor teme impacto direto na produção, renda e empregos na Zona da Mata; falta de fertilizantes leva produtores de cana às ruas e ameaça safra em Pernambuco A cadeia produtiva da cana-de-açúcar em Pernambuco vive um momento de forte tensão e incerteza. Em meio a dificuldades acumuladas após uma safra marcada por queda de preços e falta de fertilizantes na safra atual, produtores decidiram reagir e convocaram um protesto para pressionar o poder público. A mobilização está prevista para a próxima terça-feira (7), às 9h, em frente à sede da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), reunindo caravanas de diversas cidades da tradicional região canavieira da Zona da Mata. Organizado pela Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e pelo Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado de Pernambuco (Sindicape), o protesto reflete um cenário considerado crítico por produtores, que enfrentam não apenas dificuldades de mercado, mas também entraves políticos que travam o acesso a insumos essenciais para a próxima safra.
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    Crise no campo se agrava após safra com preços pressionados O setor sucroenergético pernambucano já vinha pressionado após a safra recém-encerrada, que registrou queda nos preços da cana-de-açúcar, impactando diretamente a renda dos produtores. Entre os fatores apontados está o chamado “tarifaço” dos Estados Unidos, que afetou a competitividade do açúcar e do etanol brasileiros no mercado internacional. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Esse movimento reduziu margens e comprometeu o fluxo de caixa dos produtores, justamente em um momento estratégico de preparação para o novo ciclo produtivo. Sem capital suficiente para investir, muitos dependem de políticas públicas para garantir o plantio da próxima safra. Fertilizantes prometidos não chegam e colocam plantio em risco Diante do cenário adverso, o governo estadual anunciou um pacote emergencial com fornecimento de fertilizantes, considerado essencial para viabilizar o plantio e manter a produtividade. No entanto, o benefício ainda não foi liberado. Segundo as lideranças do setor, o principal entrave é a não aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), que impede o governo de executar recursos e implementar o programa de apoio. Em nota, os presidentes das entidades, Alexandre Andrade Lima (AFCP) e Gerson Carneiro Leão (Sindicape), foram diretos: “Sem a LOA aprovada, o governo fica impedido de agir. Isso significa ausência de fertilizantes justamente no período crítico do plantio, colocando em risco a próxima safra e milhares de empregos”, afirmaram. Impasse político trava apoio ao agro e acende alerta econômico O impasse envolve divergências entre o governo estadual, liderado pela governadora Raquel Lyra, e deputados de oposição, que ainda não aprovaram o orçamento com as alterações propostas. Para o setor produtivo, a disputa política tem efeitos concretos no campo. A ausência de fertilizantes no momento correto pode comprometer o desenvolvimento da lavoura, reduzir a produtividade e, consequentemente, impactar toda a cadeia — desde o fornecimento de matéria-prima até a indústria e o emprego rural. A preocupação é ainda maior na Zona da Mata pernambucana, onde a cana-de-açúcar tem papel central na economia. O setor é responsável por milhares de empregos diretos e indiretos, movimentando desde pequenos fornecedores até grandes usinas. Solo Viciado: Por que o excesso de fertilizantes está 'matando' a terra e transformando fazendas em desertos químicos
    Foto: DIvulgação
    Sem o insumo básico para o plantio, o risco é de um efeito dominó: menor produção, redução da atividade industrial, queda na renda regional e aumento do desemprego. Falta de fertilizantes motiva produtores de cana a marcar protestoCom o calendário agrícola avançando e o tempo se tornando um fator crítico, os produtores esperam que o protesto sirva como um marco de pressão para destravar o impasse político. A expectativa é que a mobilização em frente à Alepe amplifique a urgência da situação e leve à aprovação do orçamento, permitindo a liberação dos fertilizantes ainda dentro da janela ideal de plantio. Enquanto isso, o setor segue em alerta, diante de um cenário que mistura crise de mercado, dependência de políticas públicas e insegurança institucional, colocando em jogo não apenas uma safra, mas a sustentabilidade de toda uma cadeia produtiva no estado.
    Por: Redação

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