“Parece que Milei, com essa postura e ao cruzar a linha vermelha da segurança nacional iraniana, busca sacrificar os interesses e a conveniência nacionais no altar dos EUA e do regime de apartheid israelense”, diz coluna do Terah Times assinada por Saleh Abidi Maleki.
Caso $Libra
A disposição da Argentina de enviar militares ao Oriente Médio foi tornada pública em meio as denúncias de corrupção que atingem o presidente argentino no caso da criptomoeda Libra, promovida nas redes sociais pelo Milei e que geraram perdas milionárias para investidores. O jornal argentino El Destape revelou, no último sábado (14), que uma análise de peritos judiciais do celular do empresário Mauricio Novelli revelaria um suposto acordo de US$ 5 milhões de dólares envolvendo o presidente argentino e sua irmã Karina dias antes de Milei publicar uma mensagem divulgando a Libra nas redes sociais, em fevereiro de 2025. O presidente argentino ainda não comentou as novas denúncias. O ministro da Justiça, Juan Bautista Mahiques, disse que seria “imprudente” acusar Milei. Deputados da oposição usam a nova denúncia para tentar abrir uma investigação no Parlamento.Guerras da Argentina
Essa não seria a primeira vez que a Argentina participaria dos esforços de guerra dos EUA no Oriente Médio. Em 1991, o presidente argentino Carlos Menem enviou navios de guerra para auxiliar do bloqueio naval durante a Guerra do Golfo, quando o Iraque invadiu o Kuwait. Quase dez anos antes, a Argentina se envolveu em outro conflito, a Guerra das Malvinas, em 1982, quando a ditadura militar do país vizinho tentou tomar o arquipélago controlado pelo Reino Unido no extremo sul da América do Sul, chamado pelos ingleses de ilhas Falklands. Na época, os EUA apoiaram o Reino Unido contra a Argentina na guerra que custou a vida de 649 argentinos e 255 britânicos. Relacionadas
Milei teve ajuda dos EUA para vencer eleições legislativas
Israel ataca centro de Beirute em uma expansão da guerra
Donald Trump diz que Irã não deveria participar da Copa do Mundo





