• Quinta-feira, 19 de março de 2026

Trump cita Pearl Harbor para justificar sigilo sobre operações no Irã

Presidente dos EUA usou episódio de 1941, na 2ª Guerra Mundial, para explicar falta de comunicação prévia com aliados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez referência ao ataque japonês a Pearl Harbor, em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, ao comentar estratégias militares em encontro com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, na Casa Branca, nesta 5ª feira (19.mar.2026).

A declaração foi feita após uma jornalista japonesa questionar o presidente norte-americano sobre a ausência de comunicação prévia aos aliados a respeito de ações no Irã.

Não queríamos dar muitos sinais… queríamos surpreendê-los. Quem sabe mais sobre surpresas do que o Japão? Por que vocês não nos avisaram sobre Pearl Harbor?”, afirmou Trump, dirigindo-se à premiê japonesa.

O ataque ocorreu em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão realizou uma ofensiva surpresa contra a base naval dos EUA no Havaí. Na operação, embarcações militares foram afundadas, aeronaves destruídas e mais de 2.000 pessoas morreram. No dia seguinte, os EUA declararam guerra ao Japão, marcando sua entrada oficial na Segunda Guerra Mundial.

A reunião teve como principal pauta o conflito no Oriente Médio. Trump indicou que o Japão estaria mais disposto a auxiliar os EUA. O presidente tem solicitado que aliados contribuam para a desobstrução do estreito de Ormuz —por onde transita cerca de 20% do petróleo global— durante o conflito envolvendo o Irã.

O país fechou o estreito como forma de pressionar pelo fim do conflito. A medida eleva os custos do transporte marítimo, pressiona os preços internacionais do petróleo e aumenta o risco de desabastecimento energético em diversas regiões do mundo.

Tivemos apoio e uma relação extraordinária com o Japão em tudo e acredito que, com base nas declarações que recebemos ontem e anteontem, eles estão se mobilizando”, disse. Acrescentou que o país atua “ao contrário da Otan”.

O republicano já havia criticado o que considera ser baixa disposição de aliados em apoiar os EUA no conflito. França e Espanha já sinalizaram que não pretendem se envolver diretamente.

Por: Poder360

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