• Quinta-feira, 19 de março de 2026

Fifa sanciona Associação Israelense de Futebol por racismo

Fifa não puniu clubes em assentamentos e disse que situação da Cisjordânia ainda não está resolvida. Leia no Poder360

A FIFA sancionou nesta 5ª feira (19.mar.2026) a Associação Israelense de Futebol por violações às regras de antidiscriminação e fair play, após investigação sobre racismo no futebol local. Em decisão paralela, a entidade optou por não adotar medidas contra clubes israelenses acusados pela Associação Palestina de Futebol de atuar em território palestino.

As decisões foram tomadas após reunião do Conselho da FIFA, que analisou propostas apresentadas pela federação palestina durante o congresso da entidade realizado em Bangkok, em maio de 2024.

Sobre os clubes sediados em assentamentos na Cisjordânia ocupada, a FIFA seguiu recomendações de seu comitê de governança e concluiu que não caberia sanção. Em nota, afirmou que “não deve tomar nenhuma medida”, já que “o status legal final da Cisjordânia permanece uma questão não resolvida e altamente complexa no direito internacional público”.

A presença desses clubes em competições israelenses é alvo de disputa há anos dentro da FIFA. A federação palestina afirma que equipes instaladas em assentamentos —em território reivindicado para um futuro Estado palestino— não deveriam participar de ligas organizadas por Israel.

Em decisão disciplinar separada, a FIFA apontou “violações sistêmicas” das normas de antidiscriminação pela entidade israelense, citando falhas no combate a episódios recorrentes de racismo. Segundo o comitê disciplinar, a federação não adotou medidas adequadas contra comportamentos discriminatórios de torcedores, especialmente ligados ao Beitar Jerusalem, que ganhou notoriedade por episódios de discursos preconceituosos nos estádios. A FIFA também afirmou que a associação não respondeu de forma suficiente a declarações públicas consideradas inflamatórias por dirigentes e clubes.

Como punição, a associação foi multada em US$ 190 mil (cerca de R$ 990 mil) e terá de implementar um plano obrigatório de prevenção à discriminação, com campanhas educativas e mecanismos de monitoramento. A entidade também deverá exibir mensagens antidiscriminatórias em suas próximas 3 partidas como mandante em competições da FIFA.

Por: Poder360

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