No primeiro trimestre de 2026, entre janeiro e março, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram o recorde de US$ 38,1 bilhões. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), resultado também representa o maior valor já registrado para o período. Os dez principais produtos responderam por 76,7% desse total.
A soja em grãos liderou a pauta, com US$ 9,64 bilhões em vendas externas e participação de 25,3%. O volume embarcado, de 23,5 milhões de toneladas, foi recorde para o trimestre. Na sequência, a carne bovina in natura somou US$ 3,98 bilhões (10,5% de participação), com alta de 37,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e recordes tanto em valor quanto em volume.
A carne de frango in natura alcançou US$ 2,40 bilhões, equivalente a 6,3% das exportações, registrando o segundo melhor resultado da série histórica para o período. Já a carne suína in natura fechou a lista dos dez principais produtos, com US$ 846,35 milhões, também com recordes em valor e quantidade.
O café verde totalizou US$ 3,03 bilhões, representando 8,0% da pauta exportadora, apesar da redução no volume embarcado. A celulose somou US$ 2,60 bilhões, com participação de 6,8%.
O farelo de soja atingiu US$ 1,89 bilhão, com volume recorde de 5,43 milhões de toneladas. O açúcar de cana em bruto registrou US$ 1,88 bilhão, com aumento no volume exportado, mesmo diante da queda nos preços internacionais.
O milho respondeu por US$ 1,49 bilhão em exportações. Já o algodão não cardado nem penteado alcançou US$ 1,43 bilhão e bateu recorde de volume para o trimestre, com 935,17 mil toneladas embarcadas.
Além desses produtos, outros itens também registraram recordes no período, como bovinos vivos (US$ 383,86 milhões), miudezas de frango (US$ 196,63 milhões), arroz e pimenta do gênero Piper.
Os seis principais setores exportadores — complexo soja, carnes, produtos florestais, café, complexo sucroalcooleiro e cereais — concentraram 83,8% das vendas externas do agronegócio brasileiro no primeiro trimestre de 2026.





