Um voo fretado do governo dos Estados Unidos retirou norte-americanos do Oriente Médio, segundo informações do Departamento de Estado dos EUA divulgadas na 4ª feira (4.mar.2026).
“Hoje [4ª feira], um voo fretado do Departamento de Estado, com cidadãos americanos, partiu do Oriente Médio rumo aos Estados Unidos, como parte de nossos esforços contínuos para auxiliar americanos a retornarem para casa”, diz o comunicado.
A agência, no entanto, não deu detalhes sobre o número de passageiros a bordo do voo, os países de origem ou os horários de partida e chegada do voo.
“Voos adicionais serão disponibilizados em toda a região”, acrescenta a nota. O Departamento de Estado dos EUA orientou os cidadãos norte-americanos nos Emirados Árabes Unidos, Qatar, Arábia Saudita e Israel a preencherem um “formulário de atendimento de emergência”, caso tenham interesse em voo fretado ou transporte terrestre.
Desde 28 de fevereiro, quando as forças norte-americanas e israelenses lançaram os primeiros ataques contra o Irã, mais de 17.500 norte-americanos retornaram em segurança aos EUA saindo do Oriente Médio, incluindo cerca de 8.500 cidadãos só na 3ª feira (3.mar), segundo o Departamento de Estado.
A agência ainda informou que muitos cidadãos norte-americanos deixaram o Oriente Médio rumo a outros países da Europa e da Ásia desde o início do conflito.
Na 2ª feira (2.mar), o governo dos EUA pediu que norte-americanos deixassem imediatamente 14 países do Oriente Médio, usando “meios comerciais disponíveis”. No entanto, muitos cidadãos enfrentam dificuldades por causa das interrupções nas viagens aéreas globais causadas pela guerra.
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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