O rendimento dos 10% mais ricos do Brasil cresceu 8,7% no ano passado e chegou a R$ 9,117, enquanto os ganhos dos 5% mais pobres do país subiu apenas R$ 6, a R$ 166. Já o rendimento per capita total foi de R$ 2.264 por mês, segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (8).
O levantamento permite pesquisar os rendimentos por faixas que vão desde os 5% mais pobres até os 1% mais ricos do país. Para chegar nesses grupos, o IBGE classifica a população do mais pobre ao mais rico e divide em faixas proporcionais, o que permite uma comparação do quanto ganha cada parcela da população.
Os dados ainda revelam que os 10% mais ricos acumulam mais de 40% de todos os rendimentos mensais do país. Em 2025, esse estrato da sociedade brasileira teve uma massa de rendimento de R$ 193,8 bilhões por mês, enquanto a massa total foi de R$ 481,3 bilhões, também os maiores valores da série histórica.
Por outro lado, os 10% mais pobres do país tiveram um rendimento per capita de R$ 268 por mês, um crescimento de apenas R$ 8 em relação a PNAD de 2024, mas ainda um recorde para a série histórica. Nesse caso, a massa de rendimento mensal per capita foi de R$ 5,7 bilhões em 2025, apenas 1,1% do total.





