• Sábado, 17 de janeiro de 2026

Vivo vai encerrar serviço de telefonia fixo em 31 de dezembro

Operadora abandona regime público do serviço, migra para autorização privada e planeja investir R$ 4,5 bilhões em redes.

A operadora Vivo comunicou à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) o encerramento do regime de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado, conhecido como telefonia fixa tradicional. A mudança passa a valer em todo o Brasil a partir de 31 de dezembro, marcando o fim de um modelo regulatório vigente desde a privatização do setor, na década de 1990.

Com a assinatura do chamado Termo Único de Autorização, a Vivo deixa de operar o telefone fixo sob regime público –que impõe obrigações mais rígidas de universalização e continuidade– e passa a atuar integralmente sob regime privado, no qual as empresas têm maior liberdade comercial e regulatória.

Como contrapartida à migração, a operadora se comprometeu a investir R$ 4,5 bilhões em infraestrutura de telecomunicações. O plano inclui a construção de redes de transporte de fibra óptica em 121 municípios, além do monitoramento da expansão da rede móvel em 649 localidades.

A empresa também assumiu a obrigação de manter o serviço de telefonia fixa até 2028 em 373 municípios onde não há concorrência, atuando como carrier of last resort –termo usado para designar a operadora responsável por garantir o serviço onde não existe alternativa no mercado.

Segundo o CEO da Vivo, Christian Gebara, os investimentos englobam tanto despesas operacionais (opex) quanto de capital (capex) e preveem manutenção de longo prazo. 

“Temos compromissos de investimento em cinco, dez e até 20 anos, incluindo cobertura móvel, backhaul de fibra e continuidade do serviço onde somos a única operadora”, afirmou ao jornal Correio do Estado.

A mudança se dá em um momento de questionamentos sobre a qualidade dos serviços da companhia. 

Em outubro de 2025, o Procon do Tocantins notificou a Vivo por falhas recorrentes no sinal de telefonia móvel e internet no município de Alvorada. O órgão deu prazo de 3 dias úteis para que a empresa apresentasse explicações técnicas e comprovasse as medidas adotadas para restabelecer o serviço, além de alertar para a possibilidade de compensações aos consumidores prejudicados.

A transição do Serviço Telefônico Fixo Comutado para o regime privado reflete uma tendência do setor de telecomunicações, diante da queda no uso do telefone fixo e da expansão de serviços móveis e de internet em banda larga.

Por: Poder360

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