Aprovado em 9 de janeiro de 2026 pelo Conselho da UE (União Europeia), o acordo UE-Mercosul deve ser assinado neste sábado (17.jan.2026) em Assunção, Paraguai –o país assumiu a presidência rotativa do bloco sul-americano, que estava com o Brasil até 20 de dezembro de 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou acelerar a finalização do tratado no período em que o Brasil exercia a presidência rotativa do Mercosul, mas a assinatura foi adiada várias vezes. O processo enfrentou resistências em alguns países da UE, sobretudo por parte de setores agrícolas e políticos que temem a concorrência de produtos sul-americanos.
Depois da assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.
O texto, que estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, com cerca de 700 milhões de pessoas, levou 26 anos para sair.
O pacto busca reduzir tarifas alfandegárias e facilitar o comércio de bens e serviços, além de incluir compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.
As negociações que levaram a esse pacto comercial remontam a junho de 1999, quando ocorreu a 1ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina, do Caribe e da União Europeia, no Rio de Janeiro. Segundo o Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), essa cúpula foi responsável por impulsionar os esforços entre o Mercosul e a UE para elaborar um tratado bilateral com o objetivo de promover uma integração maior entre os 2 blocos.
Relembre os principais marcos da negociação:
O presidente paraguaio Santiago Peña, à frente do Mercosul, promove neste sábado (17.jan), a assinatura do acordo comercial entre as partes. Será em Assunção, no Paraguai, às 12h (no horário de Brasília).
Participam:





