O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou uma reunião de gabinete para esta quarta-feira (27), em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, apesar das tentativas diplomáticas para encerrar o conflito na região.
A decisão ocorre após o Irã acusar os EUA de violarem o cessar-fogo ao realizar ataques contra lançadores de mísseis, embarcações e estruturas iranianas. As forças americanas afirmam que as ações tiveram caráter defensivo. Ao mesmo tempo, Israel ampliou os bombardeios no Líbano e intensificou as operações terrestres no sul do país.
As negociações para um acordo que encerre a guerra seguem em andamento, mas ainda enfrentam entraves relacionados ao programa nuclear iraniano e às sanções impostas pelos Estados Unidos. Divergências sobre a redação de pontos do memorando de entendimento também têm atrasado um consenso.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as tratativas ainda devem levar alguns dias.
“Vai levar alguns dias para as coisas se acalmarem… até mesmo as divergências sobre uma palavra, uma frase”, declarou Rubio. “Vamos ter que resolver isso.”
A Casa Branca enfrenta pressão política crescente para avançar nas negociações, especialmente diante das eleições legislativas previstas para os próximos meses. A expectativa do governo americano é que um eventual acordo inicial permita o fim das hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz. Depois disso, os negociadores teriam cerca de 60 dias para discutir temas mais complexos, como o programa nuclear iraniano.
Esta será a décima reunião de gabinete do atual mandato de Trump. A última ocorreu em 26 de março.
Desde então, o governo passou por mudanças importantes. Deixaram seus cargos a procuradora-geral Pam Bondi, a secretária de Segurança Interna Kristi Noem e a secretária do Trabalho Lori Chavez-DeRemer. Já a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, deve deixar a administração no próximo mês.
Inicialmente, o encontro estava programado para ocorrer em Camp David, tradicional retiro presidencial localizado em Maryland. No entanto, a reunião foi transferida para a Casa Branca devido à previsão de mau tempo.
“Com base nas possíveis condições climáticas ruins, realizaremos nossa reunião de gabinete na Casa Branca e adiaremos a viagem do gabinete a Camp David”, escreveu Trump na rede Truth Social.
O presidente costuma frequentar pouco o retiro presidencial. Durante o atual mandato, Trump esteve no local apenas uma vez. Já no primeiro mandato, foram 15 visitas.
Antes de assumir a presidência, em 2017, Trump chegou a fazer comentários críticos sobre a residência oficial.
“Camp David é bem rústico, é legal. Você gostaria… por cerca de 30 minutos”, afirmou em entrevista na época.
Conhecido originalmente como “Shangri-La”, o complexo é utilizado como retiro presidencial desde o governo de Franklin Roosevelt. O espaço de cerca de 180 acres conta com cabanas de madeira, piscina ao ar livre, pista de boliche, estande de tiro, trilhas e um campo de golfe compacto.





