O governo de Teerã acrescentou que o país “não deixará nenhum mal impune e não hesitará em defender a ação iraniana”.“A prática desses atos agressivos, coincidindo com o processo de mediação diplomática em curso conduzido pelo Paquistão, revelou, mais uma vez, a má-fé e a quebra de promessas do governo dos EUA com a nação iraniana, os povos da região e a comunidade internacional”, diz o comunicado.
Negociações sem resultado
A violação do cessar-fogo pelos EUA ocorre em meio a negociações de paz que não têm dado resultados após quase sete semanas, desde a frágil trégua firmada entre os países. Enquanto o Irã exige a saída das bases militares dos EUA do Oriente Médio, o desbloqueio dos recursos do país congelados no exterior, além do levantamento das sanções econômicas, Washington exige a entrega do urânio iraniano e a abertura completa do Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo do planeta. O Irã se recusa a negociar, neste primeiro momento, o programa nuclear do país, que o governo sempre alegou ser para fins pacíficos. Ao mesmo tempo, defende nova gestão sobre o Estreito de Ormuz diferente de como era antes da guerra. Para analistas consultados pela Agência Brasil, a justificativa dos EUA e de Israel para entrarem em guerra contra o Irã, que seria o programa nuclear do país, entre outros motivos, é apenas um pretexto, sendo o objetivo principal a queda da República Islâmica como forma de projetar o poder de Israel na região e barrar a expansão econômica da China. Relacionadas
Irã ameaça guerra "além da região" se EUA atacarem
EUA e Irã relatam progresso em negociações para acabar com guerra





