O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com seu gabinete nesta quarta-feira (27) em Camp David, retiro oficial de descanso e residência de campo do chefe do Executivo. A informação foi divulgada pela imprensa local, apontando que os principais integrantes do governo foram convocados em um momento decisivo da guerra contra o Irã.
As negociações sobre um possível acordo definitivo de paz entre os países se intensificaram nos últimos dias, enquanto Trump avalia um caminho para interromper combates, reabrir o Estreito de Ormuz e concluir conversas sobre questões nucleares em até 60 dias.
Com as eleições legislativas se aproximando nos próximos meses, a Casa Branca enfrenta forte pressão política para pôr fim no conflito. Um cessar-fogo frágil entre os países está em vigor desde 8 de abril. Mas, o presidente norte-americano seguiu ameaçando novas ofensivas contra o Irã.
A reunião fora da Casa Branca é considerada rara e deve contar com a presença de todos os membros do gabinete, segundo o jornal New York Post. O encontro acontece após grandes mudanças na equipe do presidente. Veja quem deixou os respectivos cargos:
A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, deve encerrar seu mandato no próximo mês. Será a primeira reunião de gabinete desde o mês de março. O encontro marca a 10ª vez que o gabinete se reúne durante o segundo mandato de Trump.
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.
Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares". De acordo com Trump, os EUA "não aguentam mais". Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
O fechamento do Estreito de Ormuz afeta diretamente a economia mundial, visto que a maioria do fluxo atual está impedida de transitar no local.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço da gasolina chegou a US$ 3,72 por galão, em média, de acordo com a Associação Automobilística Americana.
Além do prejuízo econômico, o fechamento do Estreito de Ormuz trouxe consequências no transporte marítimo e ataques contra embarcações, com desaparecimentos, feridos e mortes.





