O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), culpou o Irã pelo aumento no preço da gasolina nos postos norte-americanos. Em pronunciamento à nação na 4ª feira (1º.abr.2026), em que deu atualizações sobre a guerra no Oriente Médio, o republicano minimizou a alta nos preços. Disse que é um impacto de “curto prazo” provocado pelos ataques dos iranianos a petroleiros “que não têm nada a ver com o conflito”.
A alta no preço da gasolina é uma dor de cabeça para todos os governos do mundo, pois atinge diretamente grande parte da população e tem um efeito inflacionário quase imediato. Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, o preço médio da gasolina nas bombas norte-americanas subiu cerca de 35%.
“Muitos norte-americanos estão preocupados com o aumento da gasolina aqui. Esse aumento de curto prazo é inteiramente resultado do regime iraniano lançando ataques terroristas a petroleiros comerciais de países vizinhos que não têm nada a ver com o conflito. É prova de que o Irã não é confiável”, disse Trump.
O efeito imediato do pronunciamento de Trump pode pressionar ainda mais o preço da gasolina no país. Antes de iniciar seu discurso, o valor do barril de petróleo estava recuando e ficou abaixo do US$ 100, mas a promessa de intensificar os ataques ao Irã nas próximas duas ou 3 semanas fez o valor da commodity disparar quase 5% em 1 hora. Estava em US$ 107,84 às 3h05 desta 5ª feira (2.abr).
Mesmo prometendo intensificar os ataques ao Irã, Trump também deixou em aberto a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito. Segundo o republicano, os novos líderes iranianos são menos radicais e mais razoáveis para negociar.
O preço do petróleo disparou mais de 50% desde o início da guerra. O principal fator que pressiona a commodity global é o fechamento quase total do estreito de Ormuz pelo regime iraniano e os ataques a infraestruturas de energia e refino na Arábia Saudita e Qatar. Essa é a principal estratégia do Irã para pressionar os EUA e seus aliados no Oriente Médio.
Assista ao pronunciamento de Trump (18min50s):
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