• Quinta-feira, 9 de abril de 2026

Trump concorda em suspender ataques ao Irã por duas semanas

Proposta de cessar-fogo do Paquistão foi avaliada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; republicano havia dado um ultimato ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em suspender os ataques ao Irã por duas semanas após analisar proposta de cessar-fogo intermediada pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. A informação foi divulgada pelo republicado na Truth Social. Trump havia dado um ultimato ao Irã, ao ameaçar "destruir uma civilização inteira" caso o país não abrisse o Estreito de Ormuz até as 21h no horário de Brasília.

"Este será um cessar-fogo bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um acordo definitivo sobre a paz a longo prazo com o Irã e a paz no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consolidado", escreveu Trump.

Ao lado do Egito, Turquia e Arábia Saudita, o Paquistão tem atuado como mediador na tentativa de reduzir as tensões no Oriente Médio. Conforme Sharif, os esforços diplomáticos avançam de forma “constante, firme e eficaz”, com potencial para resultados concretos no curto prazo.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro, após um ataque conjunto que matou o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, confrontos se intensificaram na região, com ataques e retaliações envolvendo diferentes países do Oriente Médio.

Autoridades americanas afirmam ter atingido alvos estratégicos iranianos, como sistemas de defesa aérea e embarcações militares. Em resposta, o Irã realizou ataques contra interesses dos Estados Unidos e de Israel em países vizinhos, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.

A crise também se estendeu ao Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã, lançou ofensivas contra Israel. O país respondeu com ataques aéreos, ampliando o número de vítimas no território libanês. Após a morte de Ali Khamenei, um conselho iraniano escolheu Mojtaba Khamenei, filho do líder anterior, como novo líder supremo. A decisão foi criticada por Trump, que classificou a escolha como um “grande erro”.

Por: Redação

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