• Domingo, 22 de fevereiro de 2026

Surto de febre aftosa coloca pecuária da África do Sul em alerta máximo

Surto de febre aftosa na África do Sul mobiliza plano emergencial com envio de milhões de vacinas; meta prevê cobertura superior a 80% nos rebanhos comunitários e até 100% em confinamentos

Surto de febre aftosa na África do Sul mobiliza plano emergencial com envio de milhões de vacinas; meta prevê cobertura superior a 80% nos rebanhos comunitários e até 100% em confinamentos Um surto de febre aftosa voltou a acender o alerta sanitário na África do Sul, pressionando a cadeia pecuária e ameaçando a produção de carne e leite no país. Diante da gravidade do cenário, o governo sul-africano estruturou uma estratégia nacional de longo prazo para conter e erradicar a doença, que contará com o apoio da farmacêutica veterinária Biogénesis Bagó, responsável pelo fornecimento de milhões de doses de vacinas de alta potência. A empresa anunciou o envio imediato de um lote inicial de 1 milhão de doses, condicionado às autorizações regulatórias, além do compromisso de fornecer mais 5 milhões de doses até março de 2026. As vacinas são direcionadas aos sorotipos SAT 1, SAT 2 e SAT 3 — variantes historicamente associadas aos surtos no sul da África e que, nos últimos meses, voltaram a circular com impacto direto sobre rebanhos bovinos, cadeias produtivas e restrições comerciais.
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  • De acordo com o plano sanitário sul-africano, as vacinas serão utilizadas em campanhas de imunização em massa, realizadas de forma escalonada e priorizando regiões com maior circulação viral, mapeadas por análises de risco epidemiológico. As metas preveem cobertura superior a 80% nos rebanhos comunitários e até 100% em confinamentos e propriedades leiteiras, considerados pontos críticos para a disseminação do vírus. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});febre aftosa
    Foto: IAGRO / MS
    O fornecimento internacional complementa a produção local e os acordos regionais já existentes, ampliando a disponibilidade de vacinas trivalentes adaptadas às cepas SAT atualmente em circulação. A febre aftosa é uma das doenças mais temidas da pecuária mundial por sua alta transmissibilidade e pelos severos prejuízos econômicos que provoca, incluindo embargos sanitários e perdas de produtividade. Segundo a Biogénesis Bagó, o acordo com a África do Sul se apoia na experiência acumulada da empresa em programas de controle da doença em diferentes continentes. “Nossa missão é apoiar os países no desenvolvimento e implementação de estratégias sustentáveis de controle e erradicação da febre aftosa, combinando tecnologia de ponta, capacidade produtiva e conhecimento epidemiológico”, afirmou Rodolfo Bellinzoni, diretor de Operações e Inovação da companhia. O executivo destaca que a atuação da empresa em países da América Latina e da Ásia contribuiu para a recuperação e manutenção do status sanitário de livre de aftosa, com e sem vacinação, servindo agora de referência para o desafio sul-africano. “Essa mesma experiência estará agora a serviço da África do Sul, como parceira estratégica em sua jornada rumo a um país livre de aftosa e com maior resiliência sanitária”, acrescentou. Além do fornecimento direto de vacinas, a empresa atua como fornecedora de antígenos para bancos estratégicos de febre aftosa, permitindo respostas rápidas diante do surgimento de novos focos ou variantes virais. A empresa é parceira de alguns dos principais exportadores de carne do mundo, como Brasil e Estados Unidos, experiência que, segundo a companhia, facilita a adaptação das soluções às cepas específicas de cada região. Em dezembro de 2025, a farmacêutica passou a deter o banco de antígenos e vacinas contra a febre aftosa do Brasil, um estoque estratégico voltado à formulação rápida de imunizantes em caso de surtos localizados. O acordo envolve cooperação tecnológica com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o governo federal brasileiro, reforçando a importância da prevenção e da capacidade de resposta rápida como pilares da segurança sanitária.
    Por: Redação

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