• Sábado, 17 de janeiro de 2026

Selic: em tom duro, Copom cita risco fiscal e não descarta nova alta

A ata foi divulgada nesta terça-feira (15/12) pelo Banco Central. Documento expõe argumentos para decisão sobre taxa

O Comitê de Política Monetária () do Banco Central () divulgou, nesta terça-feira (16/12), a ata referente à reunião de dezembro. O colegiado enxerga cenário externo ainda incerto, mesmo após os Estados Unidos baixarem a guarda em tarifas e cita “esmorecimento” no esforço de reformas estruturais que contribuam para a “disciplina fiscal” do governo. Na ata, o colegiado ainda não descarta uma eventual retomada da elevação da taxa, que está em 15%. “O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, diz trecho da ata. Entenda a situação dos juros no Brasil A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação. Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país. Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país. Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores. Projeções mais recentes mostram que o mercado desacredita em um cenário em que a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo Lula e o mandato de Galípolo à frente do BC. Selic em 15% ao ano Na ata, o comitê explica os motivos que levaram ao fim do ciclo de altas na taxa básica de juros, a Selic. A taxa foi mantida em 15% ao ano, pela quarta vez consecutiva. O ciclo de aperto monetário teve início em setembro do ano passado, quando o comitê decidiu interromper o ciclo de cortes e elevar a Selic, que passou dos então 10,50% ao ano para 10,75% ao ano. Leia também A Selic está no patamar mais elevado em quase 20 anos. Conforme dados da série histórica, a taxa de juros é a maior desde julho de 2006, época do fim do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Calendário das reuniões do Copom em 2026 27 e 28 de janeiro 17 e 18 de março 28 e 29 de abril 16 e 17 junho 4 e 5 de agosto 15 e 16 de setembro 3 e 4 de novembro 8 e 9 de dezembro. Em atualização.
Por: Metrópoles

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