• Segunda-feira, 2 de março de 2026

Saiba quais líderes iranianos morreram em ataque dos EUA

Saiba quais líderes iranianos morreram em ataque dos EUA | Poder Internacional

Ataques dos Estados Unidos contra o Irã mataram integrantes centrais da estrutura política, militar e de segurança do regime. A ofensiva atingiu, ao mesmo tempo, o comando religioso, as Forças Armadas e o setor estratégico ligado ao programa de defesa iraniano. 

O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989, morreu durante os bombardeios. Ele concentrava o comando político, religioso e militar do país e, portanto, exercia a palavra final sobre decisões estratégicas. Além dele, morreu o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, uma das figuras mais influentes da política iraniana nas últimas décadas.

Os ataques alcançaram ainda o núcleo civil do regime. Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e assessor próximo da liderança iraniana, está entre os mortos. Da mesma forma, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, esposa de Khamenei, morreu depois que os bombardeios atingiram áreas consideradas altamente protegidas.

A ofensiva também provocou perdas diretas no alto comando das Forças Armadas. Abdolrahim Mousavi, chefe do Estado-Maior, e Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa, morreram nos ataques. Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica perdeu ao menos 7 comandantes.

Entre os mortos está Mohammad Pakpour, comandante da organização. Também morreram Esmaeil Qaani, chefe da Força Quds; Sayyid Hossein Mousavi Eftekhari, comandante da força aeroespacial; Mohammad Karami, responsável pelas forças terrestres; Alireza Tangsiri, comandante naval; e Gholamreza Soleimani, líder da milícia Basij.

Os bombardeios atingiram ainda o círculo militar próximo ao líder supremo. Morreram Mohammad Shirazi, chefe do gabinete militar; Ali Asghar Hejazi, responsável pelo gabinete de segurança e inteligência; Gholam-Hossein Ramazani, chefe da contra-inteligência; e Ali Saeedi, dirigente ideológico-político. Além disso, o general Ali Shahbazi, conselheiro militar, e Hossein Fadaee, chefe do Departamento de Investigações Especiais, também estão entre os mortos. Já Hossein Dehghan, ligado à Fundação Mostazafan, morreu depois dos ataques atingirem estruturas associadas ao regime.

O setor científico-militar sofreu impacto direto. Hossein Jabal Amelian, chefe da Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva (SPND), morreu, assim como Reza Mozaffari-Nia, ex-vice-ministro da Defesa, e o oficial de inteligência Saleh Asadi.

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado após semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Por: Poder360

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