• Sábado, 9 de maio de 2026

Reunião amigável entre Lula e Trump pode motivar mais negócios de SC com os EUA

A reunião entre Lula e Trump sinaliza que os dois países poderão negociar acordos mais favoráveis ao Brasil

O encontro entre os presidentes do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (07) foi bastante amigável, com muitos sorrisos, reforçando que existe uma química entre os dois líderes. Não foram anunciados acordos econômicos, mas ambos falaram que trataram de tarifas, principal desafio do setor empresarial brasileiro e de Santa Catarina.

No mundo da política e da diplomacia, embora não tenham sido anunciados acordos, a reunião amigável deverá abrir portas para negociações melhores. Ela vai ajudar a superar a fase mais crítica dos 202 anos de intercâmbio econômico entre os dois países, que foi o tarifaço de 50% contra o Brasil.

Desde fevereiro deste ano, a maioria das exportações brasileiras aos Estados Unidos está com a tarifa de 10%, valor mínimo a todos os países.

Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), Maria Teresa Bustamante, esse diálogo entre os dois presidentes facilita negócios entre empresas. Ela reconhece que existe um pano de fundo preocupante, que são estudos sobre setores que podem ter aplicação dessa seção 301. Mas no mundo da política internacional, a relação amigável entre os presidentes pode contornar dificuldades.

A Seção 301 da lei comercial dos Estados Unidos autoriza o governo a investigar e taxar setores de outros países caso as práticas comerciais prejudiquem o comércio americano.

A diplomacia do governo brasileiro, que participou ativamente da articulação dessa reunião entre os presidentes, está negociando com a área técnica do governo americano para fazer uma agenda positiva e chegar a um acordo sobre os pontos críticos de atividades econômicas. A expectativa do lado brasileiro é que não sejam adotadas novas taxas.

E essa aproximação entre os dois governos pode colaborar de forma positiva para a retomada de mais exportações de SC ao mercado americano. É claro que deve ser uma volta gradativa, mas o cenário é de expansão porque muitas empresas do estado seguiram exportando, mas pagaram uma parte da taxa para não perder o mercado.

Nos quatro primeiros meses deste ano, os Estados Unidos foram o segundo país entre os maiores parceiros comerciais de Santa Catarina, respondendo por 8,6% do total faturado no exterior, um valor de US$ 330,8 milhões. Ficaram atrás somente da China, que respondeu por 10,5% do faturamento.

Por: NSC Total

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