• Quinta-feira, 26 de março de 2026

Resposta inicial à proposta dos EUA "não foi positiva", diz Irã

País informou que ainda está analisando a proposta

A resposta inicial do Irã à proposta dos Estados Unidos (EUA) para acabar com a guerra não foi "positiva", disse uma autoridade iraniana de alto escalão à Reuters nesta quarta-feira (25), acrescentando que Teerã ainda está analisando a proposta. A fonte disse ainda que a resposta inicial de Teerã foi entregue ao Paquistão para ser transmitida a Washington. Autoridade citada pela Press TV, do Irã, informou que o plano norte-americano para encerrar a guerra foi analisado pelo país, que considerou excessivas as condições propostas. A autoridade acrescentou que Teerã encerrará a guerra somente no momento de sua própria escolha e se suas condições forem atendidas.

Hezbollah

O chefe do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou hoje,, em discurso televisionado lido em seu nome, que negociar com Israel sob fogo equivale a uma rendição imposta e pediu unidade contra Israel. O discurso, transmitido em uma estação de televisão afiliada ao Hezbollah, informou que os combatentes do grupo estão preparados para continuar "sem limites".

Países do Golfo

Os Estados árabes do Golfo disseram ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta quarta-feira, que enfrentam ameaça existencial com ataques iranianos à sua infraestrutura, os quais, segundo o chefe de Direitos Humanos da ONU, podem constituir crimes de guerra. A guerra de EUA e Israel contra o Irã, que já dura quase um mês, provocou uma retaliação iraniana em grande escala na forma de ataques com drones e mísseis contra a infraestrutura de energia e civil nos países do Golfo, matando civis e elevando os preços do petróleo.

"Estamos vendo uma ameaça existencial à segurança internacional e regional. Essa abordagem agressiva está minando o direito internacional e a soberania", afirmou o embaixador do Kuwait, Naser Abdullah H. M. Alhayen, ao conselho sediado em Genebra.

Outros países do Golfo disseram que as ações do Irã visam espalhar o terror, com o embaixador dos Emirados Árabes Unidos, Jamal Jama al Musharakh, denunciando a "tentativa do Irã de desestabilizar a ordem internacional por meio de aventuras imprudentes de expansionismo". Os países do conselho de 47 membros votarão moção condenando os ataques "não provocados e deliberados" do Irã, buscando reparações e pedindo ao chefe da ONU que monitore a situação, segundo um documento. O Irã defendeu suas ações, dizendo que mais de 1.500 civis foram mortos nos ataques israelenses e norte-americanos até o momento.

"Lutamos em nome de todos vocês contra um inimigo que, se não for contido hoje, estará além da contenção amanhã", disse o embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, referindo-se a Israel.

O Irã convocou sessão de emergência para sexta-feira (27) sobre o ataque a uma escola primária.  Volker Turk, principal autoridade das Nações Unidas responsável pelos direitos humanos, pediu aos Estados que ponham fim ao conflito com o Irã, descrevendo a situação como extremamente perigosa e imprevisível.

"Os ataques a civis e à infraestrutura civil precisam acabar. Se forem deliberados, esses ataques podem constituir crimes de guerra", disse ele ao conselho.

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