A China superou uma hegemonia japonesa de 25 anos na comercialização global de automóveis em 2025. As montadoras chinesas superaram as japonesas pela 1ª vez com um volume de vendas de 27 milhões de veículos, contabilizando automóveis produzidos por empresas da China em fábricas espalhadas pelo mundo. Esse total superou os 25 milhões de veículos comercializados por marcas japonesas nas mesmas condições.
Os dados compilados pelo jornal japonês Nikkei consolidam a China como o principal polo do setor automotivo global. O país asiático já havia se tornado o maior exportador de veículos em 2023 e agora as marcas chinesas alcançaram o patamar de líderes de vendas mundiais. O levantamento se baseou em relatórios de vendas das montadoras e em dados da plataforma MarkLines.
No resultado individual das montadoras, a chinesa BYD ultrapassou a Ford e alcançou a 6ª posição global em vendas em 2025. É a mais bem colocada entre as empresas chinesas. Outra companhia da China no ranking das 10 maiores vendedoras foi a Geely, que superou a Honda e garantiu a 8ª colocação.
Entre as 20 maiores montadoras em vendas, a China emplacou 6 marcas. Além das duas no top 10, também figuram na lista a Chery, Changan Automobile, SAIC Motor e GWM. Nesse recorte, o Japão possui 5 montadoras.
O principal destaque japonês é que a Toyota continua como líder do ranking geral, mas a Honda perdeu uma posição e a Nissan ficou de fora do top 10 pela 1ª vez desde 2004.
O crescimento chinês está associado à popularização dos automóveis elétricos e híbridos plug-in. As vendas desses tipos de veículos cresceram 20% em comparação a 2024, somando 20,7 milhões de unidades segundo dados da Benchmark Minerals.
O mercado chinês respondeu por 12,9 milhões dessas vendas. O mercado da China não é exclusivo de empresas chinesas, mas as marcas nacionais abocanham cerca de 70% das vendas.
No ano passado, a BYD superou pela 1ª vez a Tesla como líder mundial na venda de veículos elétricos. A chinesa comercializou cerca de 2,3 milhões de carros movidos a bateria em 2025, um aumento de quase 28% em relação a 2024.





