O Telegram disse que negou "categoricamente" as acusações da Ofcom, acrescentando que, desde 2018, havia "praticamente eliminado" a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma por meio de algoritmos de detecção."À luz disso, decidimos abrir uma investigação para examinar se o Telegram falhou, ou está falhando, em cumprir suas obrigações em relação ao conteúdo ilegal", disse a Ofcom em um comunicado.
O Telegram foi multado em fevereiro pelo órgão regulador de segurança online da Austrália por demorar a responder perguntas sobre as medidas tomadas para evitar a disseminação de abuso infantil e material extremista violento. A Ofcom do Reino Unido disse, nesta terça-feira, que também havia aberto investigações sobre o Teen Chat e o Chat Avenue para verificar se essas plataformas estavam cumprindo suas obrigações de proteger as crianças contra o risco de serem alvo de aliciamento. A Ofcom afirmou que, após dialogar com as empresas, continuava insatisfeita quanto à questão de saber se elas estavam oferecendo proteção adequada às crianças britânicas contra o risco de aliciamento."Estamos surpresos com essa investigação e preocupados que ela possa ser parte de um ataque mais amplo às plataformas online que defendem a liberdade de expressão e o direito à privacidade", disse a empresa, com sede em Dubai, em comunicado.
*(Reportagem de Muvija M; edição de Paul Sandle e Susan Fenton) *É proibida a reprodução deste conteúdo Relacionadas"Essas empresas precisam fazer mais para proteger as crianças, ou enfrentarão sérias consequências de acordo com a Lei de Segurança Online", disse Suzanne Cater, diretora de Fiscalização da Ofcom, no comunicado.
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