• Quarta-feira, 22 de abril de 2026

Lula defende multilateralismo em Lisboa durante fim de viagem à Europa

Presidente do Brasil, em encontro com representantes de Portugal, afirmou buscar relações comerciais ‘sem preferência’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no fim de sua visita à Europa, defendeu o multilateralismo em Lisboa nesta terça-feira (21) e afirmou que o Brasil busca manter relações comerciais sem preferências com determinados países.

"Como não somos favoráveis à segunda Guerra Fria (...), não temos preferência comercial", declarou o presidente após uma reunião com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro. "Queremos ter relações com a China, com os Estados Unidos, com a Rússia, com a França. Queremos com todo o mundo, sem preferência. O que queremos é multilateralismo e muita paz para negociar", acrescentou.

Lula também fez alusão a mudanças nas políticas comerciais das grandes potências, sem nomeá-las. Na década de 1980, "a coisa mais fantástica era o livre comércio, era a globalização (...). No Brasil, nós éramos meio contra", observou, citando a pouca competitividade do país. "Quando começamos a gostar do livre comércio, quem vira protecionista, aquele que nos anos 80 queria que tivesse livre comércio", continuou.

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Lula também se encontrou com seu homólogo português, António José Seguro, eleito em março para o cargo, cujo papel é primordialmente simbólico, como um árbitro. Ambos tiveram um almoço, cujo cardápio foi sopa de tomate e bacalhau ao forno, com legumes.

Do lado de fora do palácio presidencial, o líder da extrema direita portuguesa, André Ventura, juntou-se, nesta terça-feira, a um pequeno grupo de manifestantes para protestar contra a visita de Lula, a quem acusa de "corrupção".

Simultaneamente, uma contramanifestação em apoio ao presidente brasileiro também foi realizada nas proximidades, organizada pelo braço português do Partido dos Trabalhadores (PT). Aos 80 anos, Lula iniciou na semana passada uma série de viagens pela Europa, com passagens também pela Espanha e pela Alemanha.

*Com informações da AFP

(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)

Por: ITATIAIA

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