• Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Redistribuição agrícola: um elo estratégico na transformação do agro brasileiro

Com o forte ritmo de consolidação do sistema de distribuição nos últimos anos era comum ouvir comentários de que a redistribuição perderia espaço devido ao crescimento das grandes redes de revenda.

Com o forte ritmo de consolidação do sistema de distribuição nos últimos anos era comum ouvir comentários de que a redistribuição perderia espaço devido ao crescimento das grandes redes de revenda. O agronegócio brasileiro está passando por um momento único. De um lado, há desafios pesados, como margens cada vez mais apertadas, dificuldade de acesso ao crédito e uma cobrança crescente por práticas mais sustentáveis. De outro, a gente vê avanços impressionantes — desde o uso de tecnologias digitais no campo até a consolidação de uma agricultura cada vez mais profissional e conectada. No meio desse cenário, um jogador essencial tem ganhado cada vez mais destaque: a redistribuição agrícola. Com o forte ritmo de consolidação do sistema de distribuição nos últimos anos era comum ouvir comentários de que a redistribuição perderia espaço devido ao crescimento das grandes redes de revenda. Porém, o resultado foi o oposto. Enquanto as grandes redes focavam em integrações, harmonizações de políticas e otimização da operação, as revendas de menor porte intensificaram o relacionamento com os produtores rurais, sejam agricultores ou pecuaristas. E com isso, a redistribuição ganhou maior protagonismo como ponte entre grandes indústrias e distribuidores de menor porte, levando acesso a soluções técnicas e se mostrando peça-chave para o abastecimento de insumos na cadeira produtiva do agro.
  • Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
  • Herbicidas na dessecação da soja
    Por que a redistribuição é tão importante? Para quem não é do setor, a redistribuição é, basicamente, o elo entre grandes indústrias, que fornecem defensivos, fertilizantes, sementes e outros insumos, e as milhares de revendas de menor porte espalhadas pelo Brasil. E quando falamos de revendas, estamos falando de um mercado pulverizado: o país tem cerca de  8 mil revendas, muitas delas pequenas, familiares, sem estrutura ou escala para negociar diretamente com as indústrias multinacionais. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});A redistribuição resolve essa equação, garantindo que essas revendas tenham acesso a portfólios robustos, crédito e suporte técnico. É o que permite que inovações, como bioinsumos e fertilizantes especiais, cheguem ao produtor rural com agilidade e confiança. Só para dar uma ideia do tamanho do setor: em 2024, as distribuidoras de insumos movimentaram  R$ 167 bilhões, sendo R$ 104 bilhões só com insumos agrícolas, segundo dados da Andav. E dentro desse mercado gigantesco, a redistribuição está crescendo como nunca, democratizando o acesso a tecnologias que antes pareciam fora do alcance de pequenos produtores e revendas. Os desafios que não se pode ignorar Mas não é só de boas notícias que vive o setor. A redistribuição, assim como todo o mercado agro, enfrenta desafios que exigem jogo de cintura e bastante estratégia. Entre os principais estão:
  • Pressão nas margens: Se há 15 anos os defensivos “de marca” dominavam 70% do mercado, hoje eles representam apenas 30%, já que os genéricos ganharam espaço. Isso força todo mundo a buscar mais eficiência e criatividade na hora de fechar contas.
  • Ciclos financeiros longos: No setor agrícola, as operações podem demorar até 180 dias para se concretizar, o que significa que empresas precisam de muito capital de giro para manter tudo funcionando.
  • Consolidação acelerada: O mercado de distribuição está cada vez mais competitivo, com muitas fusões e aquisições acontecendo.
  • Gestão de crédito e segurança: Com episódios recentes de grandes players entrando em recuperação judicial, a redistribuição precisa ser ainda mais criteriosa para evitar calotes e lidar com a volatilidade do mercado. Isto sem falar na situação financeira dos produtores que se agravou no período pós pandemia.
  • As grandes oportunidades que estão por vir Apesar de tudo isso, as perspectivas para o futuro da redistribuição são promissoras. Há muitas oportunidades no radar, e quem souber aproveitá-las vai sair na frente. Aqui estão algumas das principais tendências que já estão mudando o setor:
  • Bioinsumos em alta: Produtos biológicos, como defensivos naturais e fertilizantes especiais, estão crescendo a um ritmo impressionante — com taxas de crescimento anual em torno de 21% nos últimos quatro anos.
  • Expansão digital: o que antes precisava de visita física para apresentação de produtos e serviços, hoje podemos ter uma abordagem mais omnichannel para melhor comodidade do cliente. E podemos deixar a visita física para evoluir em outras frentes.
  • Crédito: forte demanda por viabilização de parceiros financeiros com interesse em crescimento e que podem reduzir o risco de crédito.
  • Práticas ESG se consolidando: Sustentabilidade não é mais “opcional” — é regra. Rastreabilidade, compliance e responsabilidade sócio-ambiental são diferenciais competitivos cada vez mais importantes.
  • Mudança do modelo transacional para o consultivo: A redistribuição está deixando de ser apenas um canal de vendas e se transformando em uma solução integrada, oferecendo suporte técnico, crédito e serviços personalizados para atender as necessidades específicas de cada cliente (revenda).
  • Mais do que vender produtos, o redistribuidor do futuro vai ajudar a construir soluções completas para o agro. Agroessence: um ano que já mudou o jogo Se tem uma empresa que entendeu esse novo papel da redistribuição, é a Agroessence. Fruto da fusão das marcas Casal e Cultive (que possuíam 18 anos de mercado), em pouco mais de um ano de operação a nova marca Agroessence já se consolidou como uma das principais redistribuidoras do Brasil. Os números falam por si:
  • Em 2025, a Agroessence atendeu 2.700 revendas, com presença física em 10 estados e operações em mais 8.
  • A redistribuição representa 14% do resultado da Nutrien varejo no Brasil.
  • Mas o grande diferencial da Agroessence vai além dos números. Ele está no relacionamento próximo com as revendas — 75% da receita da empresa vem de clientes recorrentes, um índice muito acima da média do setor. Isso é resultado de uma operação que valoriza consistência, credibilidade e um trabalho próximo, tanto com os revendedores quanto com os produtores. O primeiro ano foi marcado por:
  • Fortalecimento da marca: A credibilidade da marca Nutrem abriu portas com fornecedores e ampliou o acesso a portfólios técnicos de alto valor.
  • Expansão territorial: A presença em 18 estados reforça a capilaridade da Agroessence.
  • Integração cultural e operacional: A fusão entre Casal e Cultive unificou equipes e processos, criando uma operação mais coesa e eficiente.
  • A redistribuição como motor do agro brasileiro Seja conectando indústrias globais a revendas ou democratizando o acesso à tecnologia, a redistribuição está no centro da transformação do agro brasileiro. Empresas como a Agroessence mostram que é possível transformar desafios em oportunidades, construindo parcerias sólidas e entregando valor em todas as etapas da cadeia. “Nosso compromisso é democratizar o acesso à tecnologia, com eficiência, parceria e confiança. A redistribuição, mais do que nunca, é uma solução estratégica — e a Agroessence está na linha de frente dessa evolução.”Com um mercado que promete crescer ainda mais nos próximos anos, a Agroessence está pronta para liderar o futuro da redistribuição, ajudando a construir um agro mais eficiente, sustentável e conectado. Afinal, quando se trata de transformar o campo, é a parceria que faz toda a diferença. VEJA TAMBÉM:
  • Exportações brasileiras aos EUA caem 25,5% em janeiro, pelo 6º mês seguido
  • Tragédia em MG: Fazendeiro arrastado por enxurrada é localizado a 200 km de distância
  • Brasil tem superávit comercial de US$4,3 bi em janeiro com retração das importações
  • ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

    Artigos Relacionados: