• Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Rei da soja: com safra histórica, Mato Grosso reforça domínio e puxa crescimento brasileiro

Projeções indicam novo recorde nacional da oleaginosa em 2026, com avanço da produtividade e expansão da área plantada; estado mato-grossense segue como protagonista absoluto do agro brasileiro, consolidando o título de Rei da Soja.

Projeções indicam novo recorde nacional da oleaginosa em 2026, com avanço da produtividade e expansão da área plantada; estado mato-grossense segue como protagonista absoluto do agro brasileiro, consolidando o título de Rei da Soja. O agronegócio brasileiro caminha para mais um capítulo histórico — e, novamente, com o Mato Grosso no centro dessa narrativa. As projeções mais recentes apontam para uma safra recorde de soja em 2026, consolidando o estado como o verdadeiro “Rei da Soja” entre as unidades da federação. Em um c enário marcado por tecnologia, expansão agrícola e condições climáticas favoráveis, o país deve ampliar sua produção e reforçar sua posição estratégica no mercado global de grãos. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas alcançou 342,7 milhões de toneladas, com previsão de novo recorde histórico para a soja. O volume representa alta de 0,8% frente a dezembro de 2025, embora ainda fique 1,0% abaixo do recorde geral do ano anterior, quando foram produzidas 346,1 milhões de toneladas.
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  • window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});O desempenho da oleaginosa é apontado como o principal motor desse resultado. Segundo o gerente do levantamento, Carlos Barradas, a safra brasileira está sendo “ turbinada pela produção da soja, que já se configura como recorde da série histórica”, beneficiada até agora pelas boas condições climáticas nas áreas da primeira safra. Soja lidera e amplia participação na produção agrícola A estimativa nacional para a oleaginosa chegou a 172,5 milhões de toneladas, crescimento de 3,9% em relação ao ano anterior e 1,3% acima do terceiro prognóstico. O rendimento médio deve avançar 3,4%, atingindo cerca de 3.598 kg por hectare (60 sacas/ha) — um indicador direto do ganho de eficiência no campo. A cultura também avança em território: a área plantada deve alcançar 48 milhões de hectares, aumento anual de 0,5%, mantendo o ritmo de expansão mesmo diante de preços internacionais considerados abaixo do ideal por parte dos produtores. Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que a soja continuará representando mais da metade do total produzido entre cereais, leguminosas e oleaginosas no país, reforçando sua importância para a balança comercial e para a geração de renda no campo. Mato Grosso: Rei da Soja tem liderança isolada no mapa do agro Quando o assunto é produção, poucos territórios possuem o peso do Mato Grosso. O estado mantém a liderança nacional na produção de grãos – recebendo carinhosamente o título de Rei da Soja, com 30,3% de participação, muito à frente de outros polos agrícolas como Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,8%) e Goiás (10,6%). Juntos, esses estados respondem por quase 80% da produção brasileira. Para a soja especificamente, a estimativa é de 48,5 milhões de toneladas — número que confirma o protagonismo mato-grossense no abastecimento interno e nas exportações. O volume representa crescimento de 3,8% frente ao terceiro prognóstico, embora ainda seja 3,3% inferior ao colhido no ano anterior, refletindo ajustes naturais do ciclo agrícola. Mais do que volume, a liderança do estado simboliza uma combinação de fatores estruturais:
  • forte adoção de tecnologia;
  • ampliação contínua da fronteira agrícola;
  • elevada escala produtiva;
  • logística cada vez mais integrada aos corredores de exportação.
  • Na prática, Mato Grosso não apenas produz mais — ele dita o ritmo do agronegócio brasileiro. Centro-Oeste domina a produção nacional Regionalmente, o Centro-Oeste permanece como o grande polo agrícola do país, com 167,5 milhões de toneladas, o equivalente a 48,9% da produção nacional. Na sequência aparecem o Sul (27,8%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,2%) e Norte (6,3%). Mesmo com uma variação anual negativa de 6,2% para a região, houve crescimento mensal de 1,6%, sinalizando recuperação ao longo do ciclo produtivo. Recuperações regionais e ajustes do ciclo Outros estados também apresentam movimentos relevantes. O Rio Grande do Sul, por exemplo, deve colher 21,2 milhões de toneladas, um salto de 55,4% após a safra anterior ser prejudicada pela falta de chuvas — um claro efeito de recuperação climática. Já o Paraná deve manter o segundo maior volume do país, com 22,2 milhões de toneladas, enquanto o Mato Grosso do Sul projeta crescimento expressivo de 14% sobre o ano anterior. Um gigante que segue em expansão O trio formado por arroz, milho e soja responde por 92,9% da produção estimada e ocupa 87,5% da área a ser colhida, mostrando o grau de concentração das principais culturas agrícolas do país. Nesse contexto, a soja se destaca não apenas pelo tamanho da safra, mas pelo impacto econômico e estratégico. A combinação de produtividade maior, expansão territorial e clima favorável aponta para uma temporada histórica — e reforça a leitura de que o Brasil continuará ampliando sua influência no comércio agrícola mundial. Para Mato Grosso, o título simbólico de “Rei da Soja” deixa de ser apenas uma metáfora e passa a refletir uma realidade cada vez mais consolidada: a de um estado que lidera, transforma e sustenta uma das engrenagens mais poderosas da economia brasileira.
    Por: Redação

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