O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que, depois de os países latino-americanos e africanos terem sido “saqueados de ouro, prata e diamantes”, as potências mundiais querem ser “donas dos minérios críticos e terras-raras”.
A declaração foi feita neste sábado (21.mar.2026) durante discurso do petista no 1º Fórum Celac-África, na Colômbia. Lula afirmou que países mais ricos se utilizam da “força e do poder” para “colonizar outra vez”. O comentário se dá em um momento de pressão dos Estados Unidos para que Brasil assine acordo sobre terras-raras.
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O governo Lula e o norte-americano estão em tratativas sobre a exploração de minerais críticos desde 2025. Lula já disse que essas commodities não serão apenas exploradas por outros países no Brasil e que exigirá o processamento interno dos produtos.
Na Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), o petista declarou que países africanos e latinos devem levantar a cabeça e que “não é possível alguém achar que é dono de outros países”.
Na última semana, o chefe do Executivo havia se referido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ao dizer que o Brasil não poderia estar à mercê de alguém que acha que é “dono do mundo”.
“O que estão fazendo com Cuba, o que fizeram com a Venezuela? Isso é democracia? Em que parágrafo da Carta da ONU está dito que um presidente pode invadir outra nação? Em que documento do mundo está escrito isso? Nem na Bíblia!”, disse.
Na Celac, o presidente voltou a criticar a ONU (Organização das Nações Unidas): “O que estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta do funcionamento das Nações Unidas”.
Disse que os integrantes permanentes do Conselho de Segurança da ONU –Estados Unidos, Inglaterra, França, China e Rússia– deveriam manter a paz, mas estão “fazendo a guerra”. O presidente se refere, principalmente, à guerra na Ucrânia, na Palestina e no Irã.
Lula afirmou estar “indignado” com a “passividade” do conselho por não ter sido “capaz” de resolver os conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.
“Quando a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente defina qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova, não se coloca mais países representando o conselho?”, questionou.





