A multinacional Tupy, de Joinville, uma das maiores fundições independentes do mundo, escolheu o engenheiro Harro Ricardo Schlorke Burmann para o cargo de diretor‑presidente (CEO), que assumirá em 1º de junho. Assim, a companhia encerra o processo sucessório realizado com a ajuda da consultoria internacional Heidrick & Struggles para definir o sucessor de Rafael Lucchesi, que renunciou ao cargo no final de março.
Em fato relevante, o conselho da Tupy informou que Burmann é um executivo experiente, especialmente à frente de grandes indústrias com operações complexas. Tem extenso relacionamento om a indústria automotiva no Brasil e exterior e apresenta aderência ao atual momento da companhia.
Veja imagens de Harro Burmann e da Tupy:
– O Sr. Harro Burmann é executivo sênior com mais de 35 anos de experiência em liderança de operações industriais complexas e transformação organizacional, com entrega consistente de resultados, tendo ocupado posições executivas relevantes no Brasil e no exterior, incluindo, entre outras, as funções de Presidente Regional e Vice-Presidente Global de Operações do Grupo Dana, empresa líder mundial em sistemas de transmissão automotiva, Presidente do Estaleiro Atlântico Sul e, mais recentemente, Chief Operating Officer da Hidrovias do Brasil – destacou o conselho em fato relevante.
O conselho da Tupy observou que Burmann é um executivo experiente, especialmente à frente de grandes indústrias com operações complexas. Tem extenso relacionamento om a indústria automotiva no Brasil e exterior e apresenta aderência ao atual momento da companhia.
A partir da posse de Burmann, o executivo Gueitiro Matsuo Genso, que vinha exercendo o cargo de presidente temporariamente, retornará integralmente às suas funções de Diretor Vice‑Presidente de Estratégia, Novos Negócios, Inovação e M&A e de Diretor de Relações com Investidores.
Trajetória de Harro Burmann
Nascido em Porto Alegre, Harro Burmann é graduado em engenharia mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Tem ampla experiência em indústrias grandes e conhece as dificuldades de liderar empresas no Brasil. Ele foi CEO, por exemplo, do estaleiro Atlântico Sul, de Pernambuco, produtor de navios e plataformas de petróleo.
Antes de ser confirmado para o cargo na Tupy, Burmann exercia duas funções. Era o diretor de Operações da Hidrovias do Brasil e também conselheiro de indústria 4.0 do fundo de investimentos Bossa Invest.
A chegada de um CEO com solida trajetória industrial à frente da Tupy está em sintonia com o que os acionistas independentes esperavam para uma empresa com esse perfil.
Eles criticaram a escolha de Rafael Lucchesi, que foi uma indicação dos acionistas controladores BNDESPar e Previ, afastando o CEO de carreira na companhia, Fernado de Rizzo. Também criticaram diversas indicações ao conselho da empresa, feitas pelo governo federal, de ministros e outros políticos, sem conhecimento específico sobre um negócio técnico e global como a indústria Tupy.
Lucchesi pediu afastamento da presidência por razões pessoais, sem mais detalhes. Mas o fato é que a empresa está em uma das suas fases mais difíceis. Passou a enfrentar queda das vendas no exterior em função do tarifaço dos Estados Unidos e também compras menores na Europa devido à menor demanda por caminhões. O resultado de 2025 foi prejuízo de R$ 654,5 milhões.
Além disso, a empresa está se reinventando diante dos desafios energéticos, com avanço de veículos elétricos e também da necessidade de redução de emissões de CO2. São temas complexos que estarão sob a liderança de Burmann a partir de junho.





