O novo programa do governo, Desenrola 2.0, lançado nesta segunda-feira (04/05), visa a renegociação de dívidas para pessoas com baixa renda. Também vai englobar as micro e pequenas empresas, aumentando os limites de negociação, prazos mais longos e períodos de carência ampliados.
O cenário para o micro e pequeno empreendedor brasileiro ganha um novo fôlego com a reformulação das condições de crédito das linhas Procred e Pronampe. Uma das medidas do governo é a ampliação robusta nos limites de tomada de capital, acompanhada de um alongamento nos prazos de carência e quitação.
As medidas visam desonerar o caixa das empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, permitindo uma organização financeira mais sustentável diante dos desafios do mercado.
Para as microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, o Procred passa por uma transformação profunda. A carência máxima saltou de 12 para 24 meses, dobrando o tempo que o empreendedor tem antes de começar a pagar o principal. O prazo total da operação também foi estendido, saindo de 72 para 96 meses.
Além disso, o limite de crédito subiu de 30% para 50% do faturamento — agora com teto de R$ 180 mil. Um destaque importante é o incentivo ao empreendedorismo feminino: empresas lideradas por mulheres agora podem tomar até 60% do seu faturamento em crédito.
As empresas de maior porte dentro do segmento (até R$ 4,8 milhões de faturamento) viram o teto do Pronampe dobrar, subindo de R$ 250 mil para R$ 500 mil. Assim como no Procred, a carência foi estendida para dois anos e o prazo total para oito anos.
Outro ponto vital para a manutenção da operação é a nova regra de tolerância: a margem de atraso permitida para a concessão de novos créditos subiu drasticamente de 14 para 90 dias, evitando que dificuldades temporárias de fluxo de caixa travem o acesso a novos recursos.
O programa vem ao encontro dos números publicados em março, em que o Brasil atingiu 82,8 milhões de endividados, índice que representa o maior em toda a história da agência de crédito Serasa.
A nova fase do programa também autoriza empreendedores endividados a utilizar o FGTS ou recursos classificados como valores esquecidos para custear as negociações, com reserva de uma parcela para eventuais pedidos de resgate.
*Com edição de Nicoly Souza





