O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta 2ª feira (23.mar.2026) que a decisão sobre sua candidatura em 2026 cabe ao povo. Ele foi questionado sobre declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, na 5ª feira (19.mar), citou 2 possibilidades para Alckmin: repetir a chapa como vice ou disputar o Senado por São Paulo.
“A gente não escolhe. Aquilo que vai servir ao povo, à nação, é a população, é a nação que nos escolhe onde servir. Então, vamos aguardar”, disse o vice-presidente ao fim de evento de lançamento do catálogo da BID (Base Industrial de Defesa), em Brasília.
A declaração de Lula foi durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Alckmin estava presente.
“Haddad, se ele for meu vice, eu estou tranquilo, mas você precisa fazer uma chapa de senador que te ajude a ganhar. (…) Não sei se Geraldo vai tentar o Senado, mas a vaga de vice está aberta para ele.”
O petista também afirmou que o objetivo é aproveitar Alckmin onde for possível “colher mais frutos” do político.
Há pressão no entorno de Haddad para que a chapa seja mais ampla. O PT trabalha com a ideia de uma candidatura mais competitiva no Estado, com um vice de perfil moderado e com ligação com o empresariado e o agronegócio do interior. Alckmin está ligado a essas articulações.
Pesquisas recentes mostram que nomes como Geraldo Alckmin, Simone Tebet e Marina Silva aparecem bem posicionados em cenários para o Senado ou para composição de chapa.
A ministra do Meio Ambiente é cotada e pode voltar ao PT para viabilizar seu nome.
Tebet já confirmou que disputará o Senado e se filiou ao PSB, partido de Alckmin. Fechar outra vaga com o vice-presidente reduziria a composição ampla que o partido busca. A articulação com Tebet foi justamente para reduzir resistências aos petistas no Estado.





