• Sexta-feira, 24 de abril de 2026

Presidente da Copasa admite desgaste na relação da companhia com municípios

De acordo com Marília Melo, a empresa pública, que está prestes a ser privatizada, tem trabalhado para melhorar o diálogo com prefeitos, especialmente os de cidades do interior de Minas

A presidente da Copasa, Marília Melo, admitiu, durante um encontro com prefeitos promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM) nesta quinta-feira (23), que a companhia precisa melhorar a relação com as prefeituras.

Na reunião, que aconteceu em Belo Horizonte, diversos prefeitos e representantes das prefeituras afirmaram que todo o processo envolvendo a privatização da empresa pública tem ocorrido com falta de transparência.

Muitos dos municípios presentes possuem situações judiciais e legais com a Copasa. As situações apresentadas são as mais diversas: contratos vencidos, processos na Justiça, precariedade na prestação do serviço, entre outras.

A presidente da companhia pediu que as demandas específicas de cada município fossem enviadas pelos gestores, mas reconheceu um desgaste na relação ao longo dos últimos anos.

Em conversa com jornalistas, ela afirmou que a Copasa tem buscado, nos últimos meses, se aproximar das prefeituras e pretende intensificar as discussões por meio da AMM. "Nós realmente queremos entender quais são as dificuldades para que possamos fazer uma grande mudança estrutural na gestão da companhia, no entendimento dos nossos clientes”", disse.

A AMM e a Copasa anunciaram, nesta quinta-feira, a antecipação de valores do Fundo Municipal de Saneamento que seriam pagos de forma parcelada até 2028.

De acordo com a empresa pública, o montante pode superar R$ 350 milhões.

A condição, no entanto, é que as prefeituras substituam seus contratos atuais por modelos alinhados ao Novo Marco do Saneamento, especialmente visando ao cenário de desestatização.

Os municípios poderão receber antecipadamente os recursos referentes ao período entre setembro de 2026 e dezembro de 2028.

Esses pagamentos serão feitos em duas parcelas: uma em outubro de 2026 e outra em março de 2027, previstas para data posterior ao processo de privatização da Copasa.

A negociação entre a AMM e a Copasa ainda prevê a possibilidade de adiar para 2029 o início da cobrança de tarifas relacionadas ao serviço de esgoto.

Por: ITATIAIA

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