Amigas e amigos do Agro!
O silêncio da China sobre o aumento da cota de importação da carne bovina pode atingir o desequilibrado mercado interno do Brasil, que já indica uma acomodação de preços na segunda quinzena de abril.
As exportações continuam aceleradas. Entretanto, se o governo da China não ampliar o volume de carne a ser comprado do Brasil, haverá um congestionamento no mercado.
Projeta-se para o mês de junho o final da cota chinesa, por isso os preços entram no processo de acomodação.
Os produtores de maior poder no setor bovino vão controlando as vendas para os frigoríficos, mas se o comércio estacionar a queda de preços está prevista e chegando com ligeira queda ao consumidor.
O Brasil bateu recorde nos preços do boi gordo esse ano. Nunca a arroba bovina havia ultrapassado a 370 reais em São Paulo. Preço válido para o boi China.
Se a China esgota suas compras, haverá sobra de carne. O produtor segura o gado no pasto até um certo tempo, depois é prejuízo porque o animal come demais e não apresenta ganho de peso.
Aí não tem como se livrar dos frigoríficos, que cautelosos quanto ao futuro das exportações também vão limitando suas compras e o abate de animais.
Abril foi recorde atingindo a 371 reais. Para maio, pequena queda, indo para 367 reais; junho, 359; julho, 353; agosto, 348. A partir de setembro recomeça a subida e em outubro, mês das eleições chegando a 356 reais. Para o consumidor não haverá queda significativa de preços da carne bovina.
Abrir novos mercados é conversa para boi dormir. Se o Japão importar nossa carne ainda esse ano, não será a solução mas contribui de alguma forma.
Ano passado, o Brasil embarcou para a China 1 milhão e 700 mil toneladas de carne bovina. Esse ano, não ultrapassa a um milhão de toneladas.
Itatiaia Agro
Valdir Barbosa





