Os preços do algodão em pluma avançaram em abril pelo quinto mês consecutivo no Brasil, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é sustentado principalmente pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques internos, e pela valorização do petróleo.
No mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada ao longo do mês, refletindo divergências quanto a preços e qualidade, além da postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes atuam em negociações pontuais ou “casadas”, voltadas a programações já definidas.
O Indicador Cepea/Esalq do algodão em pluma, com pagamento em oito dias, subiu 5,74% no acumulado de abril, encerrando o mês a R$ 4,1421 por libra-peso no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025.
Segundo o Cepea, a paridade de exportação também influenciou a alta. Em média, a cotação interna ficou 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025.
Apesar da valorização recente, os preços ainda permanecem 5,02% abaixo dos registrados em abril de 2025, em termos reais, considerando a deflação pelo IGP-DI de março de 2026.





