Pecuária brasileira encerra 2025 projetando um futuro mais tecnológico e sustentávelO “Estalo Fatal”: 900 kg de Pressão Diferente de leões e tigres, que abatem suas presas por asfixia (mordendo a traqueia), a onça-pintada desenvolveu, ao longo de milênios, uma técnica singular nas Américas: a mordida neuro-craniana. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Seus caninos são projetados para perfurar ossos. Estudos de anatomia comparada indicam que a onça possui a mordida mais forte de todos os felinos em relação ao seu tamanho, alcançando cerca de 2.000 PSI (libras-força por polegada quadrada). Para comparação, um leão africano exerce cerca de 650 PSI. Por que essa força? A onça não evoluiu caçando gazelas macias. Sua dieta original inclui jacarés-do-pantanal e cágados. A natureza a equipou com uma “prensa hidráulica” na mandíbula capaz de romper o couro osteodérmico (com placas ósseas) de répteis e cascos de tartarugas. O Bezerro como “Fast Food” É aqui que a biologia encontra a economia rural. Na ecologia, existe o conceito de Teoria do Forrageio Ótimo, que diz que um predador sempre buscará o máximo de calorias pelo menor gasto energético possível. Para uma onça, abater uma anta ou um queixada na mata exige rastreio, corrida e risco de ferimentos graves (uma mordida de queixada pode ser fatal para o felino). Em contrapartida, o gado doméstico — especialmente o bezerro — perdeu seus instintos selvagens de defesa.
Por que a onça prefere o seu bezerro? A ciência por trás do ataque e como evitar
Entenda a mordida letal da onça-pintada e veja como evitar prejuízos na pecuária com técnicas de manejo e cercas elétricas recomendadas pela Embrapa.
Entenda a mordida letal da onça-pintada e veja como evitar prejuízos na pecuária com técnicas de manejo e cercas elétricas recomendadas pela Embrapa. No reino animal, a força bruta geralmente dita as regras. Mas quando falamos da onça-pintada ( Panthera onca), a biologia vai além: ela possui uma arma evolutiva desenhada para destruir blindagens naturais. Para o pecuarista, entender essa mecânica não é apenas curiosidade científica — é a chave para estancar prejuízos que, sem manejo, podem comprometer até 3% do rebanho anual. Este artigo analisa a técnica de predação única deste felino e como transformar o comportamento do predador em estratégia de defesa para a fazenda. Siga a leitura e acompanhe o Compre Rural, qui você encontra informação de qualidade para fortalecer o campo Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Sem Camuflagem: O gado se destaca no pasto. Baixa Mobilidade: Bezerros recém-nascidos não fogem. Alta Proteína: A carne é macia e nutritiva. Quando o produtor deixa vacas paridas próximas à orla da mata, ele está oferecendo, aos olhos do predador, uma refeição de “alto retorno e custo zero”. A onça não ataca por maldade; ela ataca por eficiência matemática.
Diferenciando o Ataque Para evitar gastos errados com vacinas ou combatendo o predador errado, o produtor deve saber ler a “cena do crime”. Segundo manuais do CENAP/ICMBio (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros), a assinatura da onça-pintada é clara: Ferimento: Geralmente há uma mordida na base do crânio (nuca) ou perfuração direta na cabeça (orelha a orelha). Carcaça: Diferente da onça-parda (suçuarana), que cobre a carcaça com folhas, a pintada costuma arrastar a presa para capões ou áreas densas, mas nem sempre a cobre. Consumo: Ela prefere começar a comer pela parte dianteira (peito e pescoço), enquanto cães domésticos costumam atacar as pernas traseiras e flancos. Soluções Técnicas: Blindando a Maternidade Estudos da Embrapa Pantanal mostram que o abate indiscriminado da onça não resolve o problema. Ao matar uma onça dominante, o território fica vago para onças mais jovens e inexperientes, que tendem a atacar o gado com ainda mais frequência por inabilidade de caçar na mata. A solução técnica e econômica reside no Manejo Antidepredação: 1. Cerca Elétrica (O Fator Psicológico) A força da onça quebra madeira e arame, mas o sistema nervoso dela não suporta o choque. O uso de cercas elétricas específicas para predadores é altamente eficaz.
Especificação: Recomenda-se um fio extra a 20-30 cm do solo (para evitar que ela passe por baixo) e voltagem pulsativa acima de 4.000 Volts. Resultado: O animal cria uma “barreira psicológica” e evita a área, voltando a caçar suas presas naturais. 2. Gestão de Maternidade O período crítico é o nascimento. A simples prática de trazer a maternidade para pastos próximos à sede, longe dos grotões e reservas legais, reduz drasticamente o índice de predação. O barulho e o cheiro humano perto da sede funcionam como repelentes naturais. 3. Sintechos e Tecnologia O uso de dispositivos luminosos que piscam de forma aleatória ( Foxlights) durante a noite em épocas de parição tem mostrado resultados positivos ao simular a presença de patrulha humana no pasto. A mandíbula da onça-pintada é uma maravilha da engenharia natural, feita para esmagar os animais mais duros da floresta. O bezerro, infelizmente, é uma vítima acidental dessa potência. Contudo, os dados mostram que fazendas que adotam o manejo preventivo conseguem reduzir as perdas para níveis insignificantes (menos de 0,5%), transformando o predador de inimigo número um em um vizinho que, mantido à distância correta, atesta a qualidade ambiental da propriedade. VEJA MAIS:
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Por: Redação





