Pico da safra de soja provoca filas de 30 km no Porto de Miritituba
O pico da safra de soja no Porto de Miritituba gera filas quilométricas e prejuízos. Veja como o gargalo na BR-163 afeta o preço da saca e a logística nacional.
O pico da safra de soja no Porto de Miritituba gera filas quilométricas e prejuízos. Veja como o gargalo na BR-163 afeta o preço da saca e a logística nacional. A eficiência da colheita brasileira, que bate recordes de produtividade no Centro-Oeste, encontra um obstáculo severo ao chegar ao Pará. Durante o atual pico da safra de soja no Porto de Miritituba, motoristas enfrentam congestionamentos que ultrapassam os 30 quilômetros na rodovia de acesso ao distrito de Itaituba. O cenário é de pátios saturados e uma disputa acirrada por espaço na única via que leva aos terminais, evidenciando que a infraestrutura rodoviária ainda não acompanha o ritmo acelerado do Arco Norte.
O desafio do escoamento da safra de soja no Porto de Miritituba O gargalo logístico tem forçado caminhoneiros a uma espera extenuante. Relatos colhidos no local indicam que o tempo para descarregar a oleaginosa chega a dois dias de imobilidade, o que impacta diretamente o frete e a segurança dos profissionais. Além da precariedade estrutural, a fila compromete serviços essenciais, dificultando até mesmo o tráfego de ambulâncias na região. window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Para os condutores, a paralisia é sinônimo de prejuízo financeiro direto, uma vez que a rentabilidade do transporte depende do giro rápido dos veículos. A falta de suporte básico nas margens da rodovia agrava o sentimento de abandono entre os trabalhadores que operam no escoamento da safra de soja no Porto de Miritituba. Infraestrutura precária De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), a crise não é operacional, mas de acesso. Enquanto os terminais portuários mantêm uma vazão eficiente — recebendo entre 2.500 e 3.000 carretas diariamente — a estrada de chão e os trechos sucateados impedem que o grão chegue ao destino final. Paulo Roberto Almeida, coordenador técnico da Faepa, destaca que a manutenção constante é inexistente. Com a chegada das chuvas sazonais, a lama torna a via intransitável para veículos pesados, travando o fluxo e esvaziando os pátios internos dos portos enquanto os caminhões apodrecem nas filas externas. Mesmo com sistemas de agendamento, a capacidade física da via está aquém da demanda do mercado global. O impacto no bolso do produtor de Mato Grosso A conta da ineficiência recai sobre Mato Grosso, o coração da produção nacional. No último ano, o estado despachou cerca de 17 milhões de toneladas de grãos pelas rotas do Norte, mas o custo logístico consome a margem de lucro. Em Marcelândia (MT), lideranças sindicais apontam que o caminhão acabou se tornando um “silo sobre rodas”, encarecendo a operação.
Pedágios elevados: O custo para carretas de nove eixos na BR-163 (Via Brasil) chega a R$ 676,80.
Impostos em pauta: O setor critica a manutenção do Fethab 2, tributo que deveria ser temporário, mas que segue onerando o produtor.
Perda de competitividade: A soma de estradas ruins, fretes caros e alta carga tributária reduz o valor recebido por saca de soja.
Diante do caos na safra de soja no Porto de Miritituba, entidades do agronegócio articulam junto ao governo e à Assembleia Legislativa medidas emergenciais para suspender cobranças e garantir que o investimento em infraestrutura seja, enfim, uma prioridade efetiva.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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Por: Redação
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