PIB do agro: CNA estima queda de 0,5% a 1% em 2024

Recuo será muito em virtude da produção menor de grãos, além do impacto do aumento no consumo intermediário, que pressiona os custos de produção.

Recuo será muito em virtude da produção menor de grãos, além do impacto do aumento no consumo intermediário, que pressiona os custos de produção. A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil  (CNA) prevê queda de 0,5% a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária neste ano, ante crescimento de 15,1% em 2023. A estimativa da entidade é preliminar e deve ser revisada após os resultados anuais divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (1°). “O recuo será muito em virtude da produção menor de grãos, além do impacto do aumento no consumo intermediário, que pressiona os custos de produção”, disse o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon. Os grãos representam a maior fatia do desempenho da agropecuária e, portanto, variações na produção afetam o resultado geral do setor.
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  • Para o PIB nacional, a CNA projeta, em estimativa preliminar, crescimento de 1,7% neste ano, número que também será revisado posteriormente. A CNA avalia que o crescimento de 15,1% do PIB da agropecuária no ano passado foi “bom”. Segundo os cálculos da confederação, a agropecuária respondeu por 44% do crescimento do PIB Brasil. “Se não fosse o PIB da agropecuária, o Brasil teria crescido apenas 1,6% ante 2,9% do resultado obtido”, avaliou Conchon. O crescimento do PIB do agro deve-se sobretudo à maior produção de soja e milho, com avanço de 27,1% da soja, 22% do milho segunda safra e 16,3% do café arábica. “O resultado foi bastante positivo, sobretudo pelo aumento da produtividade”, apontou. Entre as contribuições negativas, a CNA destacou a queda de 22,8% do trigo e 7,4% da laranja, acompanhando as menores safras. Participação do agro no PIB Com o desempenho do PIB agro muito acima do crescimento nacional, a agropecuária aumentou sua participação no resultado do país de 6,8% em 2022 para 7,2% no último ano. “A alta na participação deve-se porque o agro cresceu muito mais que outros setores, enquanto outros setores perderam participação e até deixaram de crescer, como a indústria da transformação”, avaliou Conchon. Neste ano, com a previsão de queda do PIB agro diante do avanço do PIB nacional, o setor deve diminuir sua participação no Produto Interno Bruto do país. A estimativa preliminar da confederação é de que a participação do setor volte ao patamar histórico entre 6,5% e 7%. “Imaginamos que neste ano o PIB Brasil deve crescer em porcentual maior que o PIB agro. Portanto, o aumento da participação de 2023 deverá ser devolvido em 2024”, comentou Conchon. Ele avalia que o desempenho do PIB nacional deve ser puxado preliminarmente pela indústria ligada à cadeia do petróleo. Fonte: Estadão Conteúdo VEJA TAMBÉM:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.

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