O relatório médico da PF (Polícia Federal) afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 70 anos, teve uma lesão “superficial cortante” no rosto, perto das bochechas, e no pé esquerdo, “com presença de sangue” depois de sofrer uma queda de madrugada. O documento foi enviado nesta 3ª feira (6.jan.2025) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Eis a íntegra (PDF – 202 kB) do relatório.
O laudo está de acordo com o que havia relatado o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) em suas redes sociais. Ele afirmou que encontrou o pai na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília com hematoma no rosto e sangramento nos pés ao visitá-lo. Segundo Carlos, a polícia só teria percebido o acidente pela manhã, ao destrancar a porta do quarto e encontrar Bolsonaro desorientado. Diante da situação, familiares solicitaram avaliações médicas.

O documento da PF diz que a equipe médica compareceu à Superintendência às 9h, a pedido dos “agentes plantonistas” para fazer a avaliação do ex-presidente. Bolsonaro declarou que teve um quadro de tontura durante o dia e soluços intensos durante a noite. Ele estava “consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico”, conforme constatado pelo exame realizado no local.
Ainda assim, os agentes da PF comunicaram seu quadro clínico à equipe médica privada de Bolsonaro, considerando “o uso de medicamento de ação no sistema nervoso central (Gabapentina, Escitalopram, Clorpromazina)” e “o uso recente de anticoagulante e demais comorbidades”.
O ex-presidente sofreu uma queda na madrugada desta 3ª feira (6.jan.2026), dentro da cela onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais. Segundo ela, o ex-presidente “teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.
A PF divulgou uma nota sobre o ocorrido, informando que o atendimento médico foi solicitado pelo próprio Bolsonaro após “relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada”. A polícia afirmou também que constatou “ferimentos leves” e que não havia “necessidade de encaminhamento hospitalar”. Leia a íntegra (PDF – 284 kB).
Inicialmente, a PF havia confirmado a ida do ex-presidente “após pedido do seu médico particular”. Depois, atualizou sua nota às 13h30 e informou que isso dependeria de autorização do STF.
Moraes, por sua vez, negou a ida de Bolsonaro (PL) para o hospital e pediu laudos sobre o atendimento feito ao ex-presidente pela manhã. “Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, escreveu. Eis a íntegra do despacho (PDF – 126 kB).
Ainda segundo Michelle, Bolsonaro não sabe quanto tempo ficou desacordado. “Minha visita estava prevista para às 9h, porém só pude entrar às 10h, pois o Jair estava recebendo os primeiros socorros. Considerando esse horário – que já ocorreu uma hora após o início previsto da visita -, já se passaram aproximadamente 6 horas e 36 minutos desde o ocorrido, sem que ele tenha podido realizar os exames necessários para verificar se houve algum trauma ou possível dano neurológico”, publicou nas redes sociais.






