• Segunda-feira, 18 de maio de 2026

PEC do fim da escala 6x1 entra em semana decisiva na Câmara

Relator deve apresentar parecer nesta quarta-feira (20); proposta prevê redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem corte salarial

A proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6x1 entra em uma semana decisiva de articulações no Congresso Nacional. O relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar na quarta-feira (20) a primeira versão do parecer sobre o texto.

Antes disso, nesta segunda-feira (18), o parlamentar deve se reunir com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o presidente da comissão especial que analisa a proposta, Alencar Santana (PT-SP), para discutir os ajustes finais do relatório.

A PEC deve estabelecer regras gerais para a redução da jornada semanal de trabalho, passando das atuais 44 horas para 40 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso e sem redução salarial.

O principal ponto em debate é a criação de uma regra de transição para a mudança. Entre as possibilidades discutidas está a diminuição gradual da carga horária, com cortes de uma ou duas horas por ano até alcançar o limite de 40 horas semanais.

Enquanto setores produtivos defendem uma adaptação mais longa, integrantes da base do governo pressionam por uma redução imediata. Ainda assim, aliados do Planalto admitem negociar uma redução escalonada de duas horas anuais.

O texto também não deve incluir regras específicas para categorias que já possuem jornadas diferenciadas. Após acordo entre o governo federal e Hugo Motta, essas situações devem ser tratadas posteriormente por meio de projetos de lei.

Ao longo da semana, a comissão especial continuará promovendo debates sobre a proposta, incluindo audiências com representantes de sindicatos patronais e centrais sindicais. Também estão previstos seminários estaduais em Manaus, Belo Horizonte e Florianópolis. Encontros semelhantes já ocorreram na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Maranhão.

A expectativa de Leo Prates é votar a PEC na comissão especial no dia 26 de maio e levar a proposta ao plenário da Câmara em 27 de maio. A tramitação acelerada reflete o interesse da cúpula da Casa em aprovar o texto ainda neste mês.

Para cumprir o calendário, Hugo Motta convocou sessões extras do plenário, que servem como referência para os prazos de apresentação de emendas na comissão.

A intenção do presidente da Câmara é concluir a votação ainda em maio, período em que é celebrado o Dia do Trabalhador. A proposta tem forte apelo político e eleitoral, sendo considerada prioridade tanto pelo governo quanto pela maioria dos parlamentares.

*Com CNN

Por: ITATIAIA

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