• Terça-feira, 7 de abril de 2026

Páscoa: estudo revela o que define a escolha do peixe em SP e MG

Iniciativa observou o comportamento de famílias com renda entre R$ 3 mil e R$ 15 mil em 30 cidades

No auge da temporada de maior consumo de peixe no Brasil, um estudo abrangente realizado pela APTA Regional de Presidente Prudente analisou os hábitos das famílias brasileiras. A pesquisa, que cruzou fronteiras entre São Paulo e Minas Gerais, mapeou as preferências de consumo, mas também os gargalos e as oportunidades para a piscicultura nacional.

Intitulada "Aquisição e alimentação domiciliar de pescados", a iniciativa observou o comportamento de famílias com renda entre R$ 3 mil e R$ 15 mil. Para isso, os pesquisadores aplicaram 4 mil questionários presenciais e catalogaram mais de 6 mil produtos em 180 pontos de venda, em 30 cidades que somam 55 milhões de habitantes.

Para o coordenador do estudo, o zootecnista e pesquisador Ricardo Firetti, os dados funcionam como uma "radiografia" da demanda. "Um dos diferenciais do trabalho é justamente o fato de termos ido a campo. Conversamos diretamente com consumidores e observamos os produtos disponíveis nas gôndolas", explicou.

Os resultados, coletados no primeiro semestre de 2025, traçaram o perfil do que o consumidor prioriza:

"A instituição visa atender as demandas de consumo da população, que busca por uma cadeia produtiva mais sustentável e por alimentos mais saudáveis", reforçou Daniel (diretor/pesquisador da unidade).

O projeto contou com a participação ativa da cadeia produtiva, incluindo a Peixe BR, cooperativas e empresas do setor. O objetivo foi sanar dúvidas reais do mercado para auxiliar produtores na tomada de decisão.

Para os produtores, os subsídios são fundamentais para formatar novos produtos e identificar nichos de mercado. "Informação de qualidade fortalece o setor, orienta o consumidor e contribui para o desenvolvimento da piscicultura brasileira", destacou Firetti. No médio prazo, espera-se que essa sintonia entre produção e consumo ajude a elevar o consumo per capita de pescado no país.

O projeto, concluído em setembro de 2025, foi fruto de um esforço multidisciplinar que envolveu cerca de 40 profissionais e instituições de renome, como a USP (Pirassununga), Unesp, Unoeste, UEM e o Instituto de Economia Agrícola. O trabalho foi financiado pela Fapesp e pelo CNPq, reafirmando a importância do investimento público na ciência aplicada ao agronegócio.

Por: Redação

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