• Quarta-feira, 22 de abril de 2026

Operação Semente Segura III apreende 1,4 mil toneladas de insumos irregulares no RS

Foco principal foram as culturas forrageiras de inverno, como aveia preta e branca; azevém; centeio e trigo, avaliadas em R$ 6,1 milhões

Uma força-tarefa liderada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul intensificou o combate a fraudes no mercado de sementes no estado. Entre os dias 14 e 16 de abril, a Operação Semente Segura III resultou na apreensão de aproximadamente 1.447 toneladas de sementes irregulares, avaliadas em R$ 6,1 milhões.

A ação, que integra a Operação Ronda Agro CXXXVI e o programa Vigifronteiras, mobilizou equipes técnicas e policiais em 13 municípios gaúchos, incluindo polos agrícolas como Ijuí, Cruz Alta, Bagé e Palmeira das Missões. O objetivo central foi combater fraudes que comprometem a produtividade do campo e a segurança alimentar.

Durante os três dias de fiscalização, os agentes vistoriaram empresas e propriedades rurais para verificar a procedência e a qualidade dos insumos. O foco principal foram as culturas forrageiras de inverno, como aveia preta e branca; azevém; centeio e trigo.

As irregularidades identificadas vão desde a produção clandestina até a comercialização de sementes sem registro ou certificação de origem, o que coloca em risco todo o ciclo produtivo dos agricultores que adquirem esses produtos.

Além da retenção do material, foram lavrados diversos autos de infração. As empresas e produtores responsáveis responderão a processos administrativos que podem resultar em multas pesadas, advertências e a condenação definitiva das sementes, com sua consequente destruição. "A atuação conjunta fortalece a fiscalização e protege o produtor rural contra prejuízos causados por insumos de baixa qualidade ou fraudulentos", destacou o Mapa em nota.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Polícia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab), com apoio da Secretaria da Agricultura do Estado (Seapi). Essa integração entre órgãos estaduais e federais é parte de uma estratégia maior para blindar as fronteiras e o mercado interno contra o avanço de produtos agropecuários ilegais.

A fiscalização agora entra em fase de análise documental para rastrear a origem das sementes apreendidas e identificar possíveis redes de distribuição irregular que operam no estado.

Por: ITATIAIA

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