• Sábado, 21 de fevereiro de 2026

Obesidade: estudo redefine conhecimento sobre metabolismo de gorduras

Pesquisa revela ação da proteína HSL no núcleo das células de gordura e indica relação entre obesidade e riscos metabólicos opostos à ela

Pesquisadores da Universidade de Toulouse, na França, identificaram e um distúrbio que causa o efeito oposto, a perda de gordura compulsória da lipodistrofia. Eles analisaram a proteína HSL e identificaram nela uma ação para . O estudo publicado na no domingo (23/11) indica que a proteína também atua no núcleo das células de gordura, os adipócitos, regulando a expansão do tecido adiposo. Leia também Anteriormente, os médicos acreditavam que a proteína HSL, por incentivar a quebra de gordura para abastecer o corpo em momentos de alta adrenalina, podia também se tornar uma espécie de interruptor do processo de uso de gordura e que Ao testarem retirar a proteína do organismo de camundongos, eles descobriram que, na realidade, os animais desenvolveram o distúrbio contrário, a lipodistrofia. A condição é marcada por perda de massa gorda e leva a riscos de distúrbios metabólicos tão graves quanto a obesidade. Ação da proteína que queima gordura A equipe investigava inicialmente a localização correta da proteína e descobriu que ela aparece em gotículas lipídicas e também no núcleo de adipócitos. Nesse ambiente, a HSL interage com outras moléculas e colabora com “A HSL é conhecida desde a década de 1960 como uma enzima mobilizadora de gordura. Mas agora sabemos que ela também desempenha um papel essencial no núcleo dos adipócitos, onde ajuda a manter o tecido adiposo saudável”, afirma o médico Dominique Langin, líder do estudo. O processo descoberto por eles revela que a adrenalina ativa a HSL e estimula a saída da proteína do núcleo das células de gordura durante períodos de jejum. Em camundongos obesos, há uma concentração no núcleo, como se as proteínas lá presas não pudessem iniciar o processo de queima de gordura. 9 imagens Sintomas da obesidade clínica que vão além do IMCAlém das doenças, pessoas com obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença, que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde e pelo pesoA causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas acumula-se em forma de gordura corporal Segundo um levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, segundo o IBGE, a condição deve atingir quase 30% da população adulta do país em 2030 Essa condição médica se refere ao aumento da gordura corporal e que provoca uma série de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas de coração, dislipidemia (colesterol alto), esteatose (gordura no fígado) e outras comorbidades causadas pelo excesso de pesoFechar modal. 1 de 9 Obesidade, mais do que o acúmulo de peso, é uma doença que afeta o corpo de forma sistêmica Gettyimages 2 de 9 Sintomas da obesidade clínica que vão além do IMC Reprodução/tHE lANCET 3 de 9 Além das doenças, pessoas com obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença, que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde e pelo peso Jose Luis Pelaez Inc/ Getty Images 4 de 9 A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas acumula-se em forma de gordura corporal Getty Images 5 de 9 Segundo um levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, segundo o IBGE, a condição deve atingir quase 30% da população adulta do país em 2030 Peter Dazeley/ Getty Images 6 de 9 Essa condição médica se refere ao aumento da gordura corporal e que provoca uma série de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas de coração, dislipidemia (colesterol alto), esteatose (gordura no fígado) e outras comorbidades causadas pelo excesso de peso Maskot/ Getty Images 7 de 9 De acordo com especialistas, apesar de a obesidade ser uma doença crônica multifatorial e, como todas elas, não ter cura, ela tem tratamento e controle Maskot/ Getty Images 8 de 9 Consumir alimentos saudáveis e praticar atividades físicas que favoreçam o ganho de massa muscular é uma forma de combater a condição Zing Images/ Getty Images 9 de 9 Acima de tudo, é necessário ter força de vontade e constância. Para entender como controlar a obesidade é fundamental valorizar cada conquista alcançada seksan Mongkhonkhamsao/ Getty Images Implicações para além da obesidade Por isso, regular a obesidade e a lipodistrofia não é tão simples quanto adicionar ou retirar o HSL da equação. É o movimento dela na célula que forma a regulação correta da gordura corporal. Os resultados apontam que adipócitos defeituosos resultam tanto em obesidade quanto em lipodistrofia. As duas condições provocam falhas de regulação metabólica e ampliam o risco cardiovascular, mostrando como um quadro aparentemente oposto de saúde pode compartilhar tanto origem como riscos. Siga a editoria de e fique por dentro de tudo sobre o assunto!
Por: Metrópoles

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