Por que o gado quase sempre pasta virado para o Norte ou para o Sul?Como o Gene Slick altera a fisiologia do animal no pasto Não estamos falando apenas de um “corte de cabelo” curto. O Gene Slick promove uma mudança estrutural profunda. Animais portadores dessa característica possuem folículos pilosos menos densos e glândulas sudoríparas maiores e mais ativas. Enquanto um bovino comum começa a ofegar e gastar energia vital para não superaquecer, o animal com Gene Slick consegue dissipar o calor através do suor e da irradiação de forma muito mais rápida. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Dados da University of Florida e de centros de pesquisa em Porto Rico mostram que a temperatura interna desses animais permanece estável mesmo em picos de calor. Essa estabilidade térmica evita que o organismo do boi entre em modo de sobrevivência. Quando o gado não sofre com o calor, ele mantém o consumo de matéria seca, a ruminação não é interrompida e a taxa de concepção das fêmeas sobe drasticamente, já que o embrião não é “cozido” pelo aumento da temperatura uterina. O impacto financeiro do Gene Slick na pecuária de leite e corte Para o produtor de leite, o estresse térmico é um ladrão silencioso. Uma vaca Holandesa de alta produção pode perder de 3 a 5 litros de leite por dia apenas por causa do calor excessivo. Ao introduzir o Gene Slick no rebanho, o pecuarista consegue manter a curva de produção estável durante o verão sem precisar investir milhões em galpões de compost barn ou sistemas caros de ventilação. A economia vem da genética, não da infraestrutura. Na pecuária de corte, a vantagem aparece no cruzamento industrial. O uso de touros Angus ou Senepol que carregam o Gene Slick garante bezerros F1 que não ficam “amontoados” na sombra durante o dia. Eles pastam nas horas mais quentes, ganham peso mais rápido e chegam ao abate com um acabamento de carcaça superior. A Embrapa Pecuária Sul tem monitorado como essa característica ajuda na adaptação do gado britânico em regiões onde o clima subtropical castiga animais de pelo longo. A valorização de mercado para quem detém essa genética O mercado de sêmen já precifica essa vantagem. Touros provados para o Gene Slick estão entre os mais procurados por centrais de inseminação que focam em genética adaptada. O criador que vende reprodutores com essa marca genética entrega uma solução pronta para o comprador: um animal que já vem “climatizado”. No fechamento das contas, o Gene Slick deixa de ser uma curiosidade científica e se torna um ativo financeiro, pois garante que a genética europeia de ponta continue produzindo onde antes apenas o Zebu sobrevivia. VEJA MAIS:
O “Gado Slick”: Mutação natural ou a salvação contra o aquecimento global?
Conheça a mutação que está transformando a viabilidade do gado taurino no Brasil ao reduzir a temperatura interna dos animais e garantir a produção de leite e carne onde o sol antes era um limitador
Conheça a mutação que está transformando a viabilidade do gado taurino no Brasil ao reduzir a temperatura interna dos animais e garantir a produção de leite e carne onde o sol antes era um limitador O sol forte sempre foi o maior inimigo da produtividade para quem insiste em genética europeia no Brasil central. Quando o termômetro sobe, o gado taurino para de comer, busca sombra e entra em estresse, o que derrete qualquer margem de lucro. Porém, uma descoberta genética vinda de raças adaptadas do Caribe está mudando essa realidade: o Gene Slick. Essa mutação natural confere ao animal uma pelagem curtíssima e uma pele extremamente eficiente em trocar calor com o ambiente. No dia a dia da fazenda, isso permite que vacas Holandesas ou touros Angus trabalhem sob temperaturas que, normalmente, os levariam à exaustão térmica. Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
Tricross com Black Simental: É apenas moda ou eficiência genética comprovada? Entenda Chapéu ou capacete? Entenda o que a lei realmente exige dos vaqueiros e boiadeiros no campo ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Por: Redação





