Rumo a uma nova legislatura a partir das eleições deste ano, as mulheres ainda lutam por aumentar ainda mais a presença na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, principalmente em postos de comando.
Hoje, são 17 deputadas entre os 77 parlamentares, a maior bancada feminina da história. Contudo, dos 7 cargos da Mesa Diretora, apenas 1 é ocupado por mulher: Leninha (PT) é a 1ª vice-presidente desde 2023.
Historicamente, as mulheres tiveram nenhum ou pouco espaço nos cargos mais importantes do Legislativo Mineiro. Desde 1947, ou seja, em quase 80 anos, época em que os dados passaram a ser disponibilizados para pesquisas, apenas 5 deputadas estiveram na Mesa Diretora em 4 das 20 legislaturas no período.
A primeira foi Maria Pena (ARENA) em 1969, na 6ª legislatura, quando passou a ocupar a 3ª Secretaria. Ela marcou época também porque foi a primeira mulher eleita deputada, junto com Marta Nair Monteiro, em 1962.
Depois de Maria Pena integrar a Direção, Júnia Marise (antigo MDB) foi escolhida 3ª secretária em 1975, na 8ª Legislatura.
Somente 20 anos depois, entre 1995 e 1996, na 13ª legislatura, uma mulher voltou a ter cargo na Mesa Diretora da Assembleia: Maria José Haueisen (que era do PT), foi eleita 2ª secretária. E a 13ª legislatura foi a única que teve mais de uma mulher no comando da Casa. Entre 1997 e 1998, Maria Olívia (representando o PTB) esteve na 5ª secretaria.
Após 1998, a Mesa Diretora foi dominada por homens durante 25 anos. Apenas em 2023, na atual legislatura (20ª), uma mulher reapareceu entre os peso-pesados do Parlamento. A deputada Leninha (PT) conquistou a 1ª Vice-Presidência, cargo que ocupa até hoje.
Desde a criação da Assembleia Legislativa, foram eleitas apenas 47 mulheres. Mas desde 2014, a presença feminina no Parlamento mineiro triplicou. De 5 parlamentares mulheres, representando 6,5% do total de cadeiras, chegou-se a 15 eleitas em 2022, equivalente a 19%. Hoje, são 17 por causa da renúncia de 2 deputados.
Exercem mandato hoje as seguintes deputadas:





