Os mineiros já pagaram R$ 123,2 bilhões em impostos até 26 de maio deste ano, o que equivale a cerca de 7% do total de R$ 1,66 trilhão arrecadado no Brasil, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor arrecadado nas três esferas em Minas Gerais é 3,44% superior ao montante do mesmo período de 2025, um avanço que economistas associam ao aumento de preços e ao encarecimento do consumo, sem significar crescimento real expressivo.
Saiba como o Dia Livre de Impostos expõe o peso da carga tributária
Minas Gerais recebe de 2 a 6 de junho, no Parque da Gameleira, a 10ª edição da Megaleite, com expectativa de atrair 120 mil pessoas e superar R$ 300 milhões em negócios com a participação de 1,4 mil animais de diversas raças. O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Alexandre Lacerda, destaca a expansão para 12 leilões e o foco na melhoria genética, em um cenário de retomada dos preços e de enfrentamento à concorrência com importações. Em paralelo, de 4 a 6 de junho, a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas promove rodadas de negócios e oficinas gastronômicas, celebrando o setor que movimentou cerca de R$ 243 milhões entre 2019 e 2026.
Entenda o impacto da produção de Minas Gerais na economia nacional
Minas Gerais parou de investir em pesquisa mineral nos últimos tempos através de parcerias com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), universidades ou estatais, o que ameaça a hegemonia do Estado na mineração nos próximos cinco anos. Embora a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) destaque o histórico do Estado e o mapeamento de 100% do território na escala 1:100.000, especialistas reiteram a necessidade de novos investimentos e do uso de parte dos royalties da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) para manter a liderança e ampliar o conhecimento geológico mineiro.
Entenda os motivos que podem fazer Minas perder a hegemonia na mineração
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