Com a chegada de maio, o milho safrinha entra no chamado pendoamento, uma das fases mais críticas do ciclo, seguido pelo início do enchimento de grãos. Nesse estágio, a planta reduz o crescimento vegetativo e passa a direcionar energia para a formação das espigas, consolidando seu potencial produtivo. Ao mesmo tempo, aumenta sua sensibilidade a fatores de estresse.
Sob o ponto de vista fisiológico, o período agora é de elevada demanda metabólica. A planta intensifica a redistribuição de nutrientes e o envio de fotoassimilados para as espigas. Qualquer interferência nesse processo, mesmo que discreta, pode impactar negativamente o rendimento final.
Entre os principais fatores de risco, o estresse hídrico merece atenção especial. “A fase de pendoamento do milho é muito sensível à falta de água, podendo reduzir drasticamente a produtividade“, alerta Isadora Sanchez, representante técnica de vendas da Satis na região de Rio Verde (GO). “A ausência de água prejudica a sincronia entre a liberação do pólen e a exposição dos estigmas. Associada a temperaturas elevadas, a seca pode comprometer diretamente o número de grãos formados“, explica.
A nutrição equilibrada também é decisiva nesse momento. Nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio são altamente demandados, acompanhando o pico metabólico da planta. Deficiências nutricionais, mesmo pouco visíveis em campo, podem resultar em perdas relevantes ao final da safra. A Satis possui algumas soluções que contribuem para esse complemento como Vitaphol Nitro, produto à base de nitrogênio, elemento essencial requerido em maior quantidade pelas plantas; Vitaphol HSK que oferece uma combinação equilibrada de Potássio e Enxofre, e o Sturdy, um fertilizante bioativador.
O manejo fitossanitário, por sua vez, ganha caráter estratégico. O monitoramento e controle de pragas, como pulgão-do-milho, lagarta-do-cartucho, lagarta-rosca e lagarta-da-espiga, e de doenças, a exemplo da ferrugem, cercosporiose e helmintosporiose, são essenciais para preservar a área foliar. A redução da área fotossinteticamente ativa compromete a produção de energia necessária para o enchimento dos grãos.
Diante desse cenário, a preservação do potencial produtivo depende de decisões técnicas bem fundamentadas. Ajustes na nutrição, acompanhamento constante da lavoura e controle eficiente de pragas e doenças são fundamentais para sustentar o desempenho até a colheita. Mais do que nunca, este é o momento de intensificar o manejo e evitar a falsa sensação de que o resultado da safra já está garantido.
ProjeçõesAs principais regiões produtoras estão concentradas no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço da produção nacional. Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul também ocupam posição importante, bem como Minas Gerais, Bahia e áreas produtoras de São Paulo.
Apesar do cenário mais conservador nas projeções de produtividade, o desempenho final ainda depende diretamente das condições climáticas. Fatores que podem, inclusive, levar a um resultado superior ao da safra passada. Dados Conab indicam que a segunda safra do cereal está prevista em 109,1 milhões de toneladas, redução de 3,6% em relação ao volume obtido no ciclo anterior.
Sobre a SatisEspecialista em desenvolver soluções em nutrifisiologia, biológicos e adjuvantes para o campo, a Satis com 25 anos de atuação no mercado brasileiro volta seu olhar ao futuro para, cada vez mais, entender e se antecipar às necessidades dos produtores com soluções adequadas para o agronegócio sustentável. Seu conceito “Lavoura saudável. Negócio sustentável” traduz e reforça a conexão da empresa com o campo e a importância de uma produtividade mais inteligente, alcançada com tecnologias e manejos adequados para garantir maior rentabilidade sem prejuízos ao meio ambiente.
A cultura da inovação, fomentada por meio de pesquisas em seu Campo Experimental em Araxá (MG), sua cidade-sede, conhecimento técnico e parcerias, é fundamental nessa jornada. Como resultado, a Satis oferece um amplo portfólio que contribui para o fortalecimento da raiz às folhas e melhor absorção de nutrientes, especialmente das lavouras de soja, milho, feijão, algodão, cana-de-açúcar, café, trigo e HF. E sem descuidar, também, de tecnologias de aplicação que auxiliam as pulverizações agrícolas, reduzindo perdas e potencializando a ação dos produtos. A saúde das plantas é o primeiro passo para o bom desempenho das safras e a perenidade dos negócios.





